Mais uma vez quero tornar público meu desprezo pela justiça, ou falta dela, que impera no Brasil.
Acredito que todos os delitos devam ser tratados como prevê a lei e claro, para que a lei se torne mais eficiente nossos queridos e em sua maioria inúteis políticos precisam trabalhar em nosso favor e não passar três dias por semana tratando de causas próprias, mas que são pagas com nosso dinheiro.
O que me motivou a escrever sobre justiça foi o pedido do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, para que o governador José Serra intervenha para acelerar a liberação de Caroline Pivetta da Mota, 24, presa há mais de 50 dias por pichar o prédio da Bienal de São Paulo.
Segundo ele, ela não merece a punição excessiva por ter expressado sua opinião na forma de pichação.
Tudo bem. É a opinião dele. A minha é a seguinte: merece ser presa, porém que a pena fosse convertida em limpar a sujeira (porque isso é feito com nosso dinheiro) e pagamento de multa. Não tem como pagar a multa, converte em prisão por “x” dias. Se não tem punição você incentiva os outros a fazerem o mesmo.
E o caso do banqueiro Daniel Dantas, que o ministro usou como exemplo, dizendo que ele ficou bem menos tempo do que ela também é uma contradição. Vira o que, uma competição? Ele deveria estar preso sim, independente dela. São crimes diferentes com tolerâncias diferentes.
Se você rouba milhões não vai preso, se você mata, talvez não vá preso (como o PM que matou um menino no Rio de Janeiro por confundir o carro em que estava a criança com o carro de bandidos).
É muita coisa ao mesmo tempo
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
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