terça-feira, 29 de julho de 2008
Grupo de artistas protesta contra a política brasileira
Thiago Rodrigues aderiu à campanha feita pelo cantor Tico Santa Cruz. (foto)"Onde estarão nossos artistas? Em meio às festas, shows e celebrações de todos os tipos, a guerra continua e no front estamos nós. Mesmo protegidos por carros blindados, fama, sucesso e tudo que dá um bom prato cheio. Quando a violência atinge os membros da corte, o tempo escorre e ninguém se manifesta". A citação é do blog do músico Tico Santa Cruz, vocalista da banda "Detonautas Roque Clube". O rapaz em questão está trazendo à tona uma discussão que há muito não se ouvia falar: o envolvimento de artistas com a política brasileira. Tico faz um protesto em seu blog contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que mandou soltar duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, personagem principal da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Mais de 30 celebridades, entre elas, Carol Castro, Thiago Rodrigues e José de Abreu, aderiram ao protesto e colocaram em seus blogs a foto do presidente do STF. Além disso, o músico fez uma petição online para que o político saia do cargo. "Como é que pode? A Polícia Federal vai atrás, prova que os caras estão na corrupção pesada e aí vem o bonitão do Gilmar Mendes e manda soltar. Deve ter o rabo preso. O que esse senhor faz é um absurdo. O presidente Lula deveria intervir nisso, mas assim como o Sr. Mendes, que tem o rabicó preso, Lula libera verbas para os projetos do filhão, e não é pouca coisa não. Fica difícil saber a quem apelar. A idéia é: Votem Nulo", disse Thiago Rodrigues ao participar do protesto. A operação da PF surgiu para desmontar o esquema de corrupção, desvio de verbas e lavagem de dinheiro. Daniel Dantas, dono do banco "Oportunity", é acusado de ser líder do esquema de enriquecimento ilícito. Com o pontapé inicial de Tico, a classe artística se envolveu e encheu os blogs de fotos para que Gilmar Mendes deixasse o cargo. Mas por que só agora as celebridades resolveram se envolver? Tico responde: "A adesão foi mais simples porque não precisa de mobilização externa, ninguém precisou se expor, sair às ruas. Com relação ao Gilmar Mendes, era só uma foto, foi mais simples".
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Aproximação do presidiário na sociedade
A violência, com suas múltiplas faces, encontra-se na pauta dos "problemas sociais" cotidianos e, historicamente, a prisão vem sendo apontada como solução institucional ao problema da criminalidade. Essa "solução" entretanto nunca se libertou de críticas, nem mesmo no período de implantação, sendo atualmente um dos momentos de maior questionamento à sua funcionalidade, ou às suas precárias condições materiais e pessoais, no caso brasileiro.A reclusão torna-se um grande transtorno na evolução social, pois muitas das práticas disciplinares e casos brutos de torturas por parte dos agentes penitenciários são freqüentes. O que padece a sociedade é que nem mesmo os disciplinadores, os policiais, os agentes penitenciários, possuem o grau de maturidade, desenvolvimento cognitivo e internalização das leis que exigem dos presos. Isto é, o sistema prisional exige do preso uma atitude frente às regras que ele mesmo não têm. Por isso, Habermas afirma que os problemas de transgressão das regras são referentes a níveis morais inferiores na sociedade.Na cadeia ocorre a materialização do sujeito da regra imposta, ou seja, é mais uma forma de espelho social, para as pessoas de fora verem que a regra deve ser respeitada, do que um símbolo da reabilitação. Porque os valores são criados no mundo da vida, não no sistema poder. Apesar do sistema prisional ter uma ligação direta com o mundo da vida, devido às leis jurídicas e morais estarem encarnadas no castigo.Deste modo, as penas alternativas são importantes para aproximar os sujeitos que tem potencial comunicativo, que por algum motivo particular se envolveram com o tráfico, com pequenos furtos e não são pessoas perigosas. Neste caso, uma assistência que valoriza os cânones do mundo da vida, fora do sistema fechado, é mais interessante do que o castigo da reclusão. Um outro ponto muito importante é olhar as penas alternativas como um mecanismo viável, uma ferramenta rápida que pode ser tirada do papel sem muitos problemas burocráticos e que terá retorno em pouco tempo.Escrito por Leticia
O SENTIMENTO DOS PRESOS

No primeiro momento, toda a população carcerária evita todo e qualquer contato com pessoas desconhecidas. Insistindo e tentando uma aproximação, conseguimos aos poucos, e com muita paciência, conversar mais de perto com alguns deles.O sentimento inicial de todos eles é muito parecido. A desconfiança é geral. A partir do momento que se deixam conhecer, verificamos que como qualquer grupo, existem semelhanças e diferenças entre eles.O que nos deu abertura para uma conversa mais íntima, é a esperança que eles têm de ser ajudados. Quando imaginam que podem tirar algum proveito de nossa conversa, se abrem e falam até mesmo de sua intimidade.È muito comum o sentimento de injustiça. Todos têm uma boa justificativa para estar ali. Colocam a culpa em outras pessoas, na sociedade, no governo, mas nunca assumem que cometeram algum tipo de crime. Ressaltam sempre que foram levados a fazer aquilo. Dizem em coro que se tivessem tido oportunidades na vida, hoje não estariam ali. Não se conformam de maneira alguma com a realidade aqui de fora. A vida lá dentro é ruim. Mas ficam mais incomodados com a vida boa que algumas pessoas levam do lado de fora. É contraditório... Ao invés de lutarem por uma vida digna lá dentro, se revoltam pela vida boa que julgam poder levar aqui fora.Outro sentimento da maioria é a preocupação com a família, apesar de nem todos a terem. Alguns se aproveitam de mães e mulheres para conseguir algum benefício. Mas, a maioria deles sente saudade de alguém... De uma mãe zelosa, de uma mulher apaixonada ou de um filho que não viu crescer. Alguns também têm vergonha. Poucos. Vergonha das mães que até hoje cuidam e defendem seus filhos. Vergonha dos filhos que já cresceram e se espelham neles.Muitos têm medo da traição. É outro medo geral. Uns sentem medo de serem traídos pelas mulheres. Medo e vergonha de que um outro homem assuma o seu lugar lá fora. Muitos continuam sendo os chefes da família mesmo estando presos. Existe também o medo da traição lá dentro do presídio. Esta é imperdoável! É uma traição que pode lhe custar a vida. Lá dentro se dorme com um olho fechado e o outro aberto. Em determinadas situações a traição é a única saída. Muitos traem para pagar dívidas e salvar sua pele. A traição é uma bola de neve. Ela desencadeia processos de transição de poder. O poder é algo que todos eles almejam. É muito importante mandar ou estar perto de quem manda. A hierarquia lá dentro é muito respeitada. Não a hierarquia do Estado. A lei que manda lá dentro é muito própria, criada por eles mesmos. Esta lei é muito mais respeitada por eles do que a lei aqui de fora.Os presos, não têm medo da sanção. Roubam, matam, cometem todo tipo de delito sem medo do castigo. Sonham com a liberdade, mas não têm medo de perdê-la novamente. O arrependimento é um sentimento quase inexistente.Mas, apesar de tudo isso, numa conversa mais profunda com alguns presos, conseguimos perceber sentimentos bem parecidos com os de quem está aqui do lado de fora. A igualdade é uma utopia com que todos sonham... È interessante, pois em alguns momentos, se fecharmos os olhos e escutarmos o desabafo de certos detentos, podemos imaginar que estamos num barzinho ouvindo as queixas de um amigo.Apesar do erro, não podemos nos esquecer que se tratam de seres humanos. E como tais, sorriem, choram, sentem medo, saudade, esperança... Querem namorar, casar, criar seus filhos. Mas, tudo isso misturado com a revolta de uma vida condenada pelos próprios erros. Uma vida num lugar sem a mínima condição de ser digna. Mesmo para quem esteja ali para pagar. Ou melhor, para quem está ali para "corrigir o erro".
DIÁRIO DE UM DETENTO
"São Paulo, dia 1º de outubro de 1992, 8h da manhã/ Aqui estou, mais um dia/ Sob o olhar sanguinário do vigia/ Você não sabe como é caminhar com a cabeça na mira de um HK/ Metralhadora alemã ou de Israel/ Estraçalha ladrão que nem papel /Na muralha em pé/ mais um cidadão José/ servindo o Estado, um PM bom/ passa fome, metido a Charles Bronson/ Ele sabe o que eu desejo/ Sabe o que eu penso/ O dia tá chuvoso/ O clima tá tenso/ Vários tentaram fugir, eu também quero/ Mas de um a cem, a minha chance é zero/ Será que Deus ouviu minha oração?/ Será que o juiz aceitou apelação? (...)Cada detento uma mãe, uma crença/ Cada crime uma sentença/ Cada sentença um motivo, uma história de lágrima, sangue, vidas e glórias/ abandono/ miséria, ódio/ sofrimento/ desprezo/ desilusão/ ação do tempo/ Misture bem essa química, pronto:/ fiz um novo detentoMinha palavra de honra me protege/ pra viver no país das calças bege/ Tic-tac, ainda é 9h40/ O relógio da cadeia anda em câmera lenta/ Ratatatá, mais um metrô vai passar/ com gente de bem, apressada, católica/ lendo jornal, satisfeita, hipócrita/ com raiva por dentro, a caminho do centro/ olhando pra cá/ Curiosos é lógico/ Não, não é não/ não é o zoológicoMinha vida não tem tanto valor/ quanto seu celular, seu computador/ Hoje, tá difícil, não saiu o sol/ Hoje não tem visita, não tem futebol/ Alguns companheiros têm a mente mais fraca/ Não suporta o tédio, arruma quiaca/ Graças a Deus e à Virgem Maria/ Falta só um ano, três meses e uns dias/ Tem uma cela lá em cima fechada desde terça-feira/ Ninguém abre pra nada/ Só o cheiro de morte pinho sol/ Um preso se enforcou com o lençol/ Qual que foi? Quem sabe? Não conta/ Ia tirar mais uns seis de ponta a ponta (...)Amanheceu com sol, dois de outubro/ Tudo funcionando, limpeza jumbo/ De madrugada eu senti um calafrio/ Não era do vento, não era do frio/ Acerto de conta tem quase todo dia/ Ia ter outro logo mais, eu sabia/ Lealdade é o que todo preso tenta/ conseguir, a paz, de forma violenta/ Se um salafrário sacanear alguém/ leva ponto na cara igual FranksteinFumaça na janela, tem fogo na cela/ F..., foi além/... se pã!, tem refém/ Na maioria, se deixou envolver/ por uns cinco ou seis que não têm nada a perder/ Dois ladrões considerados passaram a discutir/ mas não imaginavam o que estaria por vir/ Traficantes, homicidas, estelionatários/ uma maioria de moleque primário/ Era a brecha que o sistema queria/ Avise o IML, chegou o grande dia/ Depende do sim ou não de um só homem/ que prefere ser neutro pelo telefone/ Ratatatá caviar e champanhe/ Fleury foi almoçar que se f.. a minha mãe/ cachorros assassinos, gás lacrimogêneo.../ quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmioO ser humano é descartável no Brasil/ como módess usado ou Bombril/ Cadeia? Claro que o sistema não quis/ esconde o que a novela não diz/ ratatatá, sangue jorra como água/ do ouvido, da boca e nariz/ O Senhor é meu pastor.../ perdoe o que seu filho fez/ morreu de bruços no salmo 23/ sem padre, sem repórter/ sem arma, sem socorro/ vai pegar HIV na boca do cachorro/ cadáveres no poço, no pátio interno/ Adolf Hitler sorri no inferno/ O Robocop do governo é frio, não sente pena/ só ódio e ri como a hiena/ Ratatatá, Fleury e sua gangue/ vão nadar numa piscina de sangue/ Mas quem vai acreditar no meu depoimento?Dia 3 de outubro, diário de um detento."Escrito por Leticia e Pablo
domingo, 20 de julho de 2008
Regime Semi-Aberto…
Eu nunca vou entender isso.Indultos de Natal, Dia das Mães, Dias dos Pais, etc.. Também não entendo.
Visita Conjugal. Também não entendo.
Pena máxima de 30 anos. Não entendo.
Réu primário. Não entendo.
Um monte de coisas que não entendo mas não lembro. E vocês?
1. Indulto e visita conjugal são coisas que por mais que me explicassem jamais entenderia. Visita conjugal? Não seria melhor dar salitre pra esse povo? Eu daria salitre, muito salitre.
2. Prescrever crime! Coisa mais rídicula!
3. E por que não trabalhar mais, para reverter parte das despesas que dão? Que droga de direitos são esses?
4. Isso tudo resulta em uma coisa: mais crimes. O que tem de preso fora da cadeia por causa dessas "regalias"… E nós é que temos que ficar em casa, trancados, enquanto essa ralé tá solta por aí!!!
5. Brasil. Ame-o ou deixe-o.
Desse jeito, querem é nos expulsar.
6. Por estas e por outras é que tem muito preso adorando ser preso. Pode comandar uns crimes lá de dentro ,e , só ver a cara da mulher uma vez por mês e nas festas de fim de ano. Tudo sem pagar aluguel e comida!!! E nem impostos. Já que isso fica com a gente…
8. A legislação pensa em presos políticos.Nosso governo, e o judiciário, é brasileiro, e com "jeitinho" institucionaliza as coisas, para tentar contornar o problema, sem realmente resolvê-lo. Semi-aberto, para quem cometeu um crime menor, e quero dizer BEM menor, pode até funcionar.Mas para A MAIORIA dos que estão por lá, trabalhos forçados seria pouco. Já disseram, trabalhar para pagar seus custos, auxiliar sua vítima, e guardar alguma coisa para quando sair. Falar com os outros pelo vidro, com telefone. Incluindo, e especialmente advogado.Visita conjugal?!?!?? Já disseram que este não é um país sério…Eu nunca vou entender isso.
sábado, 19 de julho de 2008
Como agem e quais os efeitos

• ICEV -em sendo usado por pessoas que passam horas e mais horas diante do computador, jogando videogame ou navegando na internet.
COMO AGE -Fumada, ingerida ou injetada, a droga estimula o sistema nervoso central. Faz com que o cérebro seja inundado por dopamina e serotonina.
EFEITO -Provoca excitação, aumento de energia, constante estado de alerta e sensação de prazer. Seus efeitos podem durar até doze horas.
RISCO - Depressão, convulsões, degeneração das células cerebrais, aumento da pressão sangüínea e parada cardíaca.
• ECSTASYÉ -consumido sobretudo pelos freqüentadores das chamadas raves - megafestas que reúnem milhares de pessoas ao som de música eletrônica.
COMO AGE -Comercializado em comprimidos e conhecido como a droga do amor ou simplesmente "E", mistura o estimulante anfetamina com um alucinógeno.
EFEITO - Produz excitação e favorece distorções de imagem e de som sob luzes estroboscópicas e batida contínua de música eletrônica. Dura até doze horas.
RISCO -Dependência, taquicardia, desidratação, elevação da temperatura corporal e depressão.
• HEROÍNA -Uma droga muito difundida em diferentes épocas, principalmente por pessoas do showbiz. Vários artistas famosos usaram heroína e se deram mal. Entre eles, Billie Holiday, Chet Baker, Miles Davis, Sid Vicious e Kurt Cobain. Layne Staley, ex-cantor do grupo Alice in Chains, morreu vítima da droga, assim como o ator John Belushi. John Frusciante, guitarrista do Red Hot Chili Peppers, permaneceu quatro anos vagando como mendigo pelas ruas de Los Angeles, antes de se curar do vício.
COMO AGE -Fabricada a partir do ópio, pode ser injetada, fumada ou inalada. A terceira forma é a que está mais na moda, porque não deixa marcas e evita o risco de contaminação pelo vírus da Aids, o HIV.
EFEITOS - Ao contrário da cocaína, que excita os sentidos e eleva a auto-estima de qualquer energúmeno, a heroína dá uma sensação de torpor e empresta à realidade contornos de sonho, como se não houvesse problemas e a pessoa pairasse acima do bem e do mal.
RISCOS -A diferença entre a quantidade necessária para causar algum efeito e a dose fatal é muito pequena. Causa dependência depois de poucas doses, provoca sintomas de abstinência terríveis, e é dificílimo abandoná-la.
• COCAÍNA -Nos anos 80, era usada pelos yuppies para enfrentar longas jornadas de trabalho. Hoje, mais barata e cheia de impurezas, circula por todas as classes sociais.
COMO AGE -Aspirada ou injetada, penetra na corrente sangüínea e atinge o sistema nervoso central, provocando liberação de grande quantidade de dopamina - substância que estimula a atividade física e mental.
EFEITO -Durante cerca de uma hora, o usuário sente excitação, sensação de poder e ansiedade.
RISCO -Dependência, depressão, elevação da pressão arterial e parada cardíaca.
• ÁCID0 LISÊRGICQ (LSD) -Nos anos 60, era consumido por hippies que queriam "abrir as portas do inconsciente" Também foi usado em experiências da Nasa.
COMO AGE -Consumido em pastilhas, cai no sangue depois de ser absorvido pelo estômago e chega ao sistema nervoso central.
EFEITO -Causa alucinações e distorção das imagens e aumenta a sensibilidade tátil e auditiva. Pode durar de algumas horas a um dia.
RISCO -Taquicardia, surtos psicóticos, degeneração das células cerebrais e convulsões.
• MACONHA -Ganhou destaque durante o movimento hippie, nos anos 60. Hoje, é a droga mais usada entre jovens e adolescentes.
COMO AGE -O princípio ativo, o THC, interfere na região do sistema nervoso responsável pelo controle das emoções e da memória de curto prazo.
EFEITO -Distorce as imagens, os sons e a noção de tempo e provoca relaxamento muscular e perda de reflexos entre duas e quatro horas.
RISCO -Perda de memória e de atenção e dificuldade de aprendizado.
• LANÇA-PERFUME -A partir da década de 30, firmou-se como a droga do Carnaval. Perdeu popularidade, mas ainda é usado em festas de adolescentes.
COMO AGE -Ao ser inalado, o éter contido em sua fórmula entra na circulação sangüínea e leva o cérebro a funcionar mais lentamente.
EFEITO -O efeito de cada inalada dura em média dois minutos. O usuário fica mais desinibido e sofre alterações visuais e auditivas.
RISCO-Tontura, desmaios e parada cardíaca.
COMO AGE -Fumada, ingerida ou injetada, a droga estimula o sistema nervoso central. Faz com que o cérebro seja inundado por dopamina e serotonina.
EFEITO -Provoca excitação, aumento de energia, constante estado de alerta e sensação de prazer. Seus efeitos podem durar até doze horas.
RISCO - Depressão, convulsões, degeneração das células cerebrais, aumento da pressão sangüínea e parada cardíaca.
• ECSTASYÉ -consumido sobretudo pelos freqüentadores das chamadas raves - megafestas que reúnem milhares de pessoas ao som de música eletrônica.
COMO AGE -Comercializado em comprimidos e conhecido como a droga do amor ou simplesmente "E", mistura o estimulante anfetamina com um alucinógeno.
EFEITO - Produz excitação e favorece distorções de imagem e de som sob luzes estroboscópicas e batida contínua de música eletrônica. Dura até doze horas.
RISCO -Dependência, taquicardia, desidratação, elevação da temperatura corporal e depressão.
• HEROÍNA -Uma droga muito difundida em diferentes épocas, principalmente por pessoas do showbiz. Vários artistas famosos usaram heroína e se deram mal. Entre eles, Billie Holiday, Chet Baker, Miles Davis, Sid Vicious e Kurt Cobain. Layne Staley, ex-cantor do grupo Alice in Chains, morreu vítima da droga, assim como o ator John Belushi. John Frusciante, guitarrista do Red Hot Chili Peppers, permaneceu quatro anos vagando como mendigo pelas ruas de Los Angeles, antes de se curar do vício.
COMO AGE -Fabricada a partir do ópio, pode ser injetada, fumada ou inalada. A terceira forma é a que está mais na moda, porque não deixa marcas e evita o risco de contaminação pelo vírus da Aids, o HIV.
EFEITOS - Ao contrário da cocaína, que excita os sentidos e eleva a auto-estima de qualquer energúmeno, a heroína dá uma sensação de torpor e empresta à realidade contornos de sonho, como se não houvesse problemas e a pessoa pairasse acima do bem e do mal.
RISCOS -A diferença entre a quantidade necessária para causar algum efeito e a dose fatal é muito pequena. Causa dependência depois de poucas doses, provoca sintomas de abstinência terríveis, e é dificílimo abandoná-la.
• COCAÍNA -Nos anos 80, era usada pelos yuppies para enfrentar longas jornadas de trabalho. Hoje, mais barata e cheia de impurezas, circula por todas as classes sociais.
COMO AGE -Aspirada ou injetada, penetra na corrente sangüínea e atinge o sistema nervoso central, provocando liberação de grande quantidade de dopamina - substância que estimula a atividade física e mental.
EFEITO -Durante cerca de uma hora, o usuário sente excitação, sensação de poder e ansiedade.
RISCO -Dependência, depressão, elevação da pressão arterial e parada cardíaca.
• ÁCID0 LISÊRGICQ (LSD) -Nos anos 60, era consumido por hippies que queriam "abrir as portas do inconsciente" Também foi usado em experiências da Nasa.
COMO AGE -Consumido em pastilhas, cai no sangue depois de ser absorvido pelo estômago e chega ao sistema nervoso central.
EFEITO -Causa alucinações e distorção das imagens e aumenta a sensibilidade tátil e auditiva. Pode durar de algumas horas a um dia.
RISCO -Taquicardia, surtos psicóticos, degeneração das células cerebrais e convulsões.
• MACONHA -Ganhou destaque durante o movimento hippie, nos anos 60. Hoje, é a droga mais usada entre jovens e adolescentes.
COMO AGE -O princípio ativo, o THC, interfere na região do sistema nervoso responsável pelo controle das emoções e da memória de curto prazo.
EFEITO -Distorce as imagens, os sons e a noção de tempo e provoca relaxamento muscular e perda de reflexos entre duas e quatro horas.
RISCO -Perda de memória e de atenção e dificuldade de aprendizado.
• LANÇA-PERFUME -A partir da década de 30, firmou-se como a droga do Carnaval. Perdeu popularidade, mas ainda é usado em festas de adolescentes.
COMO AGE -Ao ser inalado, o éter contido em sua fórmula entra na circulação sangüínea e leva o cérebro a funcionar mais lentamente.
EFEITO -O efeito de cada inalada dura em média dois minutos. O usuário fica mais desinibido e sofre alterações visuais e auditivas.
RISCO-Tontura, desmaios e parada cardíaca.
Como agem e quais os efeitos de algumas drogas

Por que é difícil dizer não às drogas
Quem usa drogas pela primeira vez não vê os amigos se acabando nas sarjetas e não acredita que Muita gente acredita que o consumo esporádico de drogas não faz mal. Errado. Todas as drogas são de alto risco: prejudicam a saúde, perturbam os estudos e alteram o humor para pior. E ninguém sabe de antemão se vai ou não se tornar um viciado.vai ser um viciado .
MACONHA.-Causa apatia e perda de motivação, prejudica a memória e o raciocínio. Estudos mostram que quem fuma maconha está mais sujeito a sofrer de insuficiência cardíaca e esquizofrenia.
ECSTASY.-Induz a ataques de pânico e ansiedade. Provoca danos nas células nervosas, o que leva à depressão crônica.
ÁLCOOL.-Provoca cirrose e hepatite alcoólica, hipertensão, problemas cardíacos. Causa danos cerebrais e provoca perda de memória. Leva à dependência física, com graves crises de abstinência e, em grandes doses, provoca coma.
COCAÍNA.-O risco de overdose é alto, o que pode levar à morte. O uso contínuo causa degeneração muscular, perda do desejo sexual, alucinações e delírios. Uma em cada cinco pessoas que experimentam a droga se torna dependente
Quem usa drogas pela primeira vez não vê os amigos se acabando nas sarjetas e não acredita que Muita gente acredita que o consumo esporádico de drogas não faz mal. Errado. Todas as drogas são de alto risco: prejudicam a saúde, perturbam os estudos e alteram o humor para pior. E ninguém sabe de antemão se vai ou não se tornar um viciado.vai ser um viciado .
MACONHA.-Causa apatia e perda de motivação, prejudica a memória e o raciocínio. Estudos mostram que quem fuma maconha está mais sujeito a sofrer de insuficiência cardíaca e esquizofrenia.
ECSTASY.-Induz a ataques de pânico e ansiedade. Provoca danos nas células nervosas, o que leva à depressão crônica.
ÁLCOOL.-Provoca cirrose e hepatite alcoólica, hipertensão, problemas cardíacos. Causa danos cerebrais e provoca perda de memória. Leva à dependência física, com graves crises de abstinência e, em grandes doses, provoca coma.
COCAÍNA.-O risco de overdose é alto, o que pode levar à morte. O uso contínuo causa degeneração muscular, perda do desejo sexual, alucinações e delírios. Uma em cada cinco pessoas que experimentam a droga se torna dependente
Classe Média X DROGAS

As campanhas contra o uso de drogas e a exibição na televisão do efeito devastador que elas têm sobre a vida dos viciados deveriam ser suficientes para riscar esse mal da superfície do planeta. Não é o que acontece. Num desafio ao bom senso, um número enorme de adolescentes continua dizendo sim às drogas. Pesquisa recente mostrou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas. A idade do primeiro contato com esse tipo de substância caiu dos 14 para os 11 anos em uma década. Tais dados sinalizam um futuro bem ruim. Quanto mais cedo se experimenta uma droga, maiores são os riscos de se tornar viciado. As pesquisas também revelam que a maioria dos jovens sabe que as drogas podem se transformar num problema sério. Mas isso não basta para mantê-los longe de um baseado ou de um papelote de cocaína.
Por que é assim? É claro que quem experimenta pela primeira vez não deseja virar viciado. Um estudo do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Universidade de São Paulo (Grea) diz que a curiosidade é a motivação que leva nove em cada dez jovens a consumir drogas pela primeira vez. Em seguida vem o desejo de se integrar a algum grupo de amigos. No momento da iniciação das drogas, o adolescente não vê os amigos morrendo, sendo pressionados por traficantes nem se acabando nas sarjetas. Também é difícil perceber a importância que a droga pode assumir em sua vida no futuro. A maioria das drogas só provoca dependência depois de algum tempo de uso. Ou seja, quem entra nessa só percebe tarde demais que está num caminho sem volta. Apenas uma parcela dos usuários se torna dependente grave, do tipo que aparece nas novelas de TV. Apostar nesse argumento para usar drogas é uma loteria perigosíssima, porque ninguém sabe ao certo se vai virar viciado ou não.
Há alguns fatores que contribuem para que um jovem tenha maiores probabilidades de se viciar. O primeiro é genético. Já se provou que pessoas com histórico familiar de alcoolismo ou algum outro vício correm maiores riscos de também ser dependentes. Os demais estão relacionados com a personalidade. Adolescentes tímidos, ansiosos por algum tipo de reconhecimento entre os amigos, apresentam maior comportamento de risco para a dependência. Eles acreditam que as drogas os ajudarão a ser mais populares entre os colegas ou que serão uma boa maneira de vencer a travação na hora de se declarar e namorar, tarefa sempre complicada para quem é introvertido. Jovens inseguros, que sofrem de depressão ou ansiedade, costumam procurar as drogas como alívio para seus problemas. É ainda uma forma de mostrar aos pais que algo não vai bem com eles ou com a vida familiar. No extremo oposto, aqueles que parecem não ter medo de nada e que buscam todo tipo de emoções também correm grande risco de se envolver com drogas.
O melhor jeito de dizer não às drogas é entender que ninguém precisa ser igual ao amigo ou repetir padrões de comportamento para ser aceito no grupo. É por isso que a prevenção em casa funciona melhor que os anúncios do governo. "Dá para fazer uma boa campanha doméstica sem falar necessariamente em droga", diz o psiquiatra Sérgio Dario Seibel, de São Paulo. Em outras palavras: é natural o adolescente repelir reprimendas e conversas formais sobre esse assunto. Imediatamente fecha a cara e os ouvidos a quem lhe diz em tom grave: "Precisamos conversar sobre drogas", seja o pai, a mãe, seja o governo ou qualquer instituição. A situação ainda é pior quando o pai bebe todo dia sob o pretexto de relaxar ou quando está nervoso e deprimido. Ele pode passar para o filho a idéia de que a bebida é um poderoso aliado para enfrentar obstáculos. A mãe que toma comprimidos para dormir também está dando ao filho a falsa idéia de que as substâncias químicas garantem a felicidade. Daí a ele achar natural usar drogas é apenas um passo.
A droga altera as substancias que regulam o humor , a motivação, o interesse, a ansiedade e tambem geram prazer. Alem disso existe no cérebro um centro de recompensa que se estimulado, proporciona esse comportamento de fissura, de busca pelas drogas.O consumo de drogas entre os jovens principalmente da classe média A-B-e C vem aumentando, e essa é uma questão que preocupa. Certamente a droga é um problema social. Vai além do espaço individual. Porque além de ser resultante de uma situação global que envolve a familia, o meio social de que faz parte como individuo e como cidadão provoca um processo de alineação politica que compromete seriamente , não só o futuro dos jovens, como o da própria sociedade.
Idosos x Drogas

A prisão de inumeros idosos envolvidos com o trafico de drogas nos ultimos anos vem demonstrando o aperfeiçoamento dos marginais em relação ao conhecimento das leis e das emoções humanas. Afinal, quem é que vai desconfiar de um velhinho ou uma velhinha ? De acordo com pesquisas esses idosos, além de ser uma mão-de-obra barata para os grandes traficantes, conseguem aumentar suja renda mensal. Como não pegam em armas, não estão nas favelas, morros etc; e vivem longe da violência, muitos acreditam que eles não são traficantes.
Com isto, verdadeiros donos de drogas se valem da situação dos idosos com o argumento de que a pena para quem já tem mais de 65 anos, pode ser reduzida . Bem instruidos por seus advogados , os bandidos sabem que as pessoas acim de 65 anos e menores de 21 anos tem a pena reduzida à metade. Se o preso tiver mais de 70 anos ele terá direito a sursis etário, ou seja, condenado , poderá cumprir a péna em liberdade, se ela não for superior a quatro anos. Em relação ao custo da mão de obra acaba saindo mais barato para o traficante utilizar os idosos porque quando estes são presos, eles não gastam dinheiro com honorários de advogados, já que o chefe não se responsabiliza por sua prisão, por não ter os mesmos vinculos dos chamados " soldados" (jovens que tomam conta das bocas de fumo) que ganham a assistencia de advogados pagos pelos lideres das quadrilhas quando são detidos.Por outro lado, além de despistar a atenção da policia, a utilização dos idosos amplia a venda de drogas fora das favelas. Os "velhinhos" recebem a droga por um preço estipulado que terão de devolver em dinheiro e a diferença que conseguirem a mais no "produto" será o lucro deles.
A prisão mais superlotada do mundo ( Tirando as do Brasil)
A prisão mais famosa do mundo
A prisão mais bonita do mundo


A prisão mais bonita do mundo é super legal. Parece até a sede de uma grande empresa de tecnologia. Mas é um xilindró. Ela é um projeto da hohensinn architektur. Fica em Steiermark, na Austria.Fala sério. Puta prisão maneira, hein? Se fizerem isso no Brasil, a criminalidade aumenta. Vai ter um monte de gente querendo ir morar lá.
A prisão mais segura do mundo

A mais segura mesmo é a Supermax no Colorado. Lá o bicho realmente pega.Esta prisão é um tipo hi-tech de Alcatraz, e foi inaugurada em 1994. Ela é o lar dos mais violentos e absolutamente monstruosos seres dos Estados Unidos. Nenhum prisioneiro tem contato com o outro, em nenhum momento. Eles passam 22 horas por dia confinados em solitárias. Sem nada, nada mesmo, para fazer. A maioria pira lá dentro, de tão isolados que ficam do mundo.
A menor prisão do mundo
A prisão mais cara do mundo
O FUTURO DO BRASIL MERECE CADEIA???

Só algumas informações:
Presos analfabetos - 76%
Presos que não tinham atividade produtiva ou trabalho fixo - 89%
Cor dos presos - 2/3 de negros
Presos absolutamente pobres - 95%
Presos que não tiveram formação religiosa na infância - 91%
Presos que não tiveram a presença da figura paterna na infância - 93%
Fonte: Ministério da Justiça
O Sistema Carcerário Brasileiro visto de fora.

Quando pensamos em cadeia, o que nos vem a mente é o retrato do sistema carcerário brasileiro, com aquele monte de homem sem camisa acumulado em um cubículo infecto, com um monte de coisas penduradas nas grades, braços e pernas para o lado de fora. Pessoas se matando para abrir espaço.Por pior que sejam aqueles caras, temos que pensar que é até mais humano dar cabo logo deles com um tiro e doar seus órgãos para transplante do que manter o sistema carcerário do jeito que está. A prisão funciona como um depósito de corpos. É um tipo de lixão humano, para o qual todos nós viramos as costas esperando que ele suma como que por mágica. Mas não vai sumir.Hoje a prisão serve para fazer o bandido se aperfeiçoar. É um MBA do crime. O cara entra ali e fica esperando a chance de fugir, saindo muito mais perigoso do que entrou. E graças ao pífio sistema judiciário, tá cheio de cara ali dentro que nem sequer foi condenado!Não podemos pensar que só tem este jeito, de acumular os bandidos lá e pronto. O bandido tinha que ser OBRIGADO a estudar. OBRIGADO a trabalhar e comprar sua própria comida. Não trabalha, não come. Nada de trabalhar para reduzir pena. Mas poderia ter uma política de redução da pena baseado na doação espontânea de órgãos para transplante. Pra que bandido precisa de dois rins? E córnea? E pele? E fígado?Enquanto nossos governantes T R A B A L H A M em outras coisas....
Há alternativas para as prisões ?
Há mais de 20 anos , cresce na Europa uma corrente que defende nada menos do que o fim das prisões. O sistema penal - com detenções inuteis, penas desproporcionais aos crimes e leis em descompasso com a realidade - teria perdido a legitimidade. Para não eliminar as punições e evitar que a população faça justiça com as próprias mãos, alguns defensores sugerem a instalação de mecanismos de resolução de conflitos do direito civil e administrativo, como acordos de reparação de danos.
Mas, partindo do mesmo problema, dá para chegar a conclusão oposta: se os presos voltam ao crime, é porque precisamos de penas mais severas. A lógica é que alguns são irrecuperáveis e não haveria outra solução a não ser trancafiá-los. " Defendo a prisão perpetua para quem cometeu crimes como latrocinio e assassinato.Hoje, mesmo que uma pena some 200 anos, a lei brasileira diz que ele cumprirá no ma´ximo 30 anos. Isso não atemoriza os criminosos "
Mas existe alguma forma de punir infratores que não seja em prisões lotadas ? Existem várias, todas elas com dificuldades e polêmicas. Matar os prisioneiros não é uma opção eficiente, mesmo desconsiderando o fato de que éuma forma de assassinato. A pena de morte costuma ser mais cara do que manter essas pessoas em prisão perpétua, por conta de complicações legais. Além disso , os processos costumam demorar tanto que sequer ajudam a diminuir a população das penitenciárias.
Uma esperança, já prevista na lei brasileira, são as penas alternativas . Em vez de cadeia , um infrator pode ser condenado a prestar serviços gratuitos à comunidade. perder temporariamente direitos como cargo público ou licença para dirigir ou ficar preso no fim de semana em albergues para assistir a palestras. Existem, entretanto, diversas restrições na hora de aplicar essas penas o crime precisa não ter envolvido violência e o réu não pode ser reincidente, por exemplo -o que faz da prisão a unica pena possivel na maioria das vezes.
É por isso que em vários casos tudo o que se pretende é aumentar a eficacia das prisões - e, para isso, evitar ao máximo a imagem dos presos como delinquentes perigosos. Uma parcela insignificante da população carcerária tem de fato um desvio psicológico, esses exigem não só a reclusão, mas também tratamento médicos. O restante só tem que ser aos poucos reintegrado a sociedade.
Assim como há 200 anos , ver o Sol nascer quadrado continua sendo a unica alternativa de punição para quem enfrenta a lei. Mas, nesse confronto, será que a lei esta vencendo ??
Menores-Problema- CASA ( ex-febem)

Em teoria ,adolescentes em conflito com a lei não são presos, mesmo que estejam trancados em instituições como a FEBEM . os menores de 18 anos não estão sujeitos ao Código Penal, mas sim ao Estatuto da Criança e do Adolescente, e sofrem medidas sócio-educativas que visam a reitegração familiar e comunitária .
Entretanto, as instituições para menores estão envolvidas nas discussões a respeito das prisões. Primeiro, por tratarem de pessoas que infringem as leis. Segundo, porque é muitas vezes a porta de entrada para prisões adultas. Ninguém sabe ao certo, mas estima-se que 70% dos detentos tenham tido passagem pela Justiça da Infancia e Juventude , por serem infatores ou por estarem em situações de risco, como sofrer violência domesticas ou viver na rua.
Assim como os presos, os adolescente internados também sofrem com a superpopulação. Rebeliões e fugas são frequentes. A arquitetura dos prédios dá feições de prisão as unidades (algumas vezes, foram construidas mesmo para abrigar adultos) e não permite atividades de lazer ou esporte. Os educadores são mal preparados e vivem o cotidiano da violência.Ou seja, as unidades não cumprem seu papel.
Em teoria, internar os adolescentes deveria ser o ultimo recurso.As primeiras opções seriam a prestação de serviços ou a liberdade assistida, quando o adolescente passa a ser supervisionado em sua comunidade por um orientador. " Mas o que se vê é o contrário. A internação é muito mais utilizada do que a liberdade assistida, que teria mais potencial para funcionar"
Mulheres Esquecidas

Os problemas das penitenciárias atingem mais duramente um tipo de preso : AS MULHERES.
" Elas são vistas como duplamente criminosas. Além de desrespeitarem a lei penal, elas romperam com a ordem da família, que diz que devem ser sempre comportadas, boas mães e boas esposas " As prisioneiras sofrem todos os problemas dos prisioneiros masculinos, mas com varias agravantes. A saude da mulher, por exigir acompanhmaneto ginecologico e obstetricio, é mais negligenciada que a do homem.
A relação com os fiilhos tambem. São muito poucas as prisões no mundo que possuem creches para que as mães possam ficar com os recém-nascidos.
As próprias familias as tratam de forma diferente. Segundo o livro Criminal Injustice ( "Injustiça Criminal " sem edição ainda em portugues), mães presas recebem menos visitas que pais presos. Isso porque há poucas prisões femininas e portanto, as mulheres tendem a ser deslocadas para regiões distantes de sua casa. Além, disso, filhos de mulheres acusadas de crime tem duas vezes mais probabilidade de ser colocados em familias adotivas ou forçadas a viver com parentes . Já os filhos de presos homens tem mais chances de ficar sob a guarda de mães e avós.
É por isso que, no caso das prisões femininas, existe a necessidade de resolver mais do que os problemas das prisões em geral. É preciso praticamente mudar a mentalidade da população. " É preciso até que as familias revejam a forma como tratam suas parentes presas "
sexta-feira, 18 de julho de 2008
MORTE
Sinto um friodentro de mim um imenso vazio
assim dia após dia eu vou sentindo
a dor de estar abandonado
e sozinho
Sinto-me triste a dor de eu ainda existir
a morte que rasteja aos meus pés
desejando meu coração
Me trazendo todas as trevas
e a escuridão
Eu a chamo com as minhas lagrimas
com meus olhos vermelhos e pálidos
minha pele fria e branca
assim eu trago a morte para dentro de mim
ela me domina
destruindo todos meus sentimentos
Não há nada neste caminho
mas eu escolhi este destino
meu coração sangra em ver
que neste caminho
não há vida
nem sorriso
Assim eu vim a cair
á um lugar que vozes me chamam
assim eu vim odiar
as pessoas que não me amam
assim eu vim a cair
á um lugar que sombras me assombram
Toda está hipnose
está me destruindo
aos poucos eu vou esvaecendo
e partindo
assim eu vou seguindo a morte
para um eterno destino.
OVO DE SERPENTE
Advogados, juristas, acadêmicos de plantão e outras autoridades que, na maioria, jamais cruzaram os portões de um presídio ou conversaram com um criminoso, instigados, rapidamente põe se a deitar opiniões sobre as razões do crescimento do crime organizado que emerge dos presídios Paulistas, culminando nos covardes e inescrupulosos ataques ocorridos recentemente que atingiram, principalmente, os integrantes das Policias Civil – Militar e Agentes Penitenciários de São Paulo, todos, sem exceção concluem que se faz necessária à punição exemplar dos envolvidos que, segundo entendem, devem ser processados e presos.Ocorre que os responsáveis por esses delitos já estão presos. Assim, é fácil concluir que o raciocínio está equivocado, pois pretendem chegar a um final que, verdadeiramente, significa o inicio do problema.
São incontáveis as rebeliões com milhares de reais em prejuízo material, sem contar o humano. Destacam-se, com razão, as mortes de policiais, agentes penitenciários e até de um magistrado. Mas, ignora-se que, diariamente, a mesma facção criminosa determina a morte de dezenas de pessoas nas periferias das grandes cidades, sem que nada disso tenha repercussão ou punição na forma necessária.
Um jovem qualquer no Estado de São Paulo, seja nas grandes, médias ou pequenas cidades, é condenado por um delito qualquer que impossibilite uma substituição por alguma das inúmeras penas restritivas, e a seguir é encaminhado a uma Unidade Prisional, seja ela administrada pela SAP, seja pela SSP/SP. Chega ao presídio quase sempre sem roupas, descalço, sem qualquer apoio externo, em situação de absoluta miserabilidade, assim como a própria família que fica do outro lado. Rapidamente é socorrido pelos "irmãos" mais poderosos que se encontram naquele presídio. Recebe roupas, tênis de marca, algum auxílio financeiro para si e para a própria família, drogas para consumo e, imediatamente, se torna devedor para com aqueles. Logo após é "batizado" pela facção e se torna mais um "irmão". Feito isso, está irremediavelmente comprometido com o crime, sem nenhuma perspectiva de retorno normal ao convívio social.
Dentro do presídio receberá a visita intima de uma namorada, ou companheira, ou esposa. Em pouco tempo seu companheiro de cela perguntará se aquela companheira ou esposa não tem uma colega que possa visitá-lo, já que está só. Jovens encantadas pelo suposto poder transmitido pelo meio criminoso é o que não falta, e dias depois aquela outra jovem está incluída no rol de visitas daquele outro preso, e assim sucessivamente. Em pouquíssimo tempo, todas essas jovens são transformadas em cúmplices, ora comandando pequenos pontos de tráfico nas ruas a mando dos presos, ora servindo como "mulas", para introdução de entorpecentes, celulares, armas ou corrompendo funcionários a mando daqueles sentenciados. Algumas, na verdade, são apenas incluídas como visitas de presos sem que tenham qualquer relação com eles, apenas servindo para o transporte de drogas, celulares e outras coisas, além de manterem relações sexuais com outros detentos mediante pagamento. É o ciclo vicioso, o ovo da serpente.
É fácil imaginar, que se são mais de cem mil presos, e cada um deles tem vinculação com quatro ou cinco criminosos nas ruas, temos milhares de criminosos diariamente nas ruas a serviço daqueles que se encontram presos.
Passa-se algum tempo, bem curto, aliás, e aquele jovem mencionado inicialmente está nas ruas novamente, em liberdade. É mais um soldado da facção. Terá que cumprir, sem discutir, qualquer ordem que receber dos "generais", posto que, entre eles, os processos têm cognição sumária, sem direito a recursos e hábeas corpus, e terminam quase sempre com a frase fatal: "xeque-mate". Em instante aquele individuo estará morto, assim como toda a sua família considerando, eventualmente, a gravidade da afronta que tenha feito segundo os critérios do crime. Assim ocorre com os que desobedecem como com aqueles que se interpõe no caminho de algum "irmão" que controle algum ponto de tráfico de interesse da facção, como aqueles que ficam com dívidas para com o comando da facção.
O cerne, a questão central do problema que fomenta o crescimento e fortalecimento das facções criminosas está centrada em três pontos que, basicamente, resumidamente, acaba em um único: as visitas, a comunicação via celular e a ausência de punição.
Indignam-se as autoridades e acadêmicos com a facilidade de ingresso de celulares nos presídios, desconhecem, entretanto, que dezenas, centenas de mulheres são detidas todas as semanas levando no interior de seus corpos (vagina e ânus) um, dois e até três celulares de cada vez, sem contar as drogas. Desconhecem que os detectores de metal são ludibriados. Desconhecem que mulheres grávidas (que não podem ser submetidas a raios-X) são as mais utilizadas. Desconhecem que a simples ameaça de uma revista mais detalhada em uma mulher na portaria de um presídio pode, imediatamente, desencadear uma rebelião com conseqüências físicas para os funcionários, que, seres humanos, evidentemente têm receio quanto à própria segurança e de familiares totalmente desamparados pelo Estado.
Desconhece a maioria que um celular apreendido no interior de uma cela quase sempre é dado como de propriedade de um preso que, na verdade, nem sequer chega perto daquele aparelho, mas é obrigado a assumir a sua propriedade para não sofrer represálias do verdadeiro proprietário. Como a Lei não prevê responsabilidade objetiva ou coletiva, acaba sempre punindo o "laranja". O mesmo ocorre com os crimes e rebeliões, posto que os verdadeiros autores estejam protegidos pelo exército de laranjas a seu dispor.
Desconhecem os acadêmicos que presos não podem ser lançados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) sem decisão judicial. A decisão judicial, a seu turno, depende de provas. E as provas, nesse meio, são quase impossíveis de conseguir, pois a responsabilidade, na maioria das vezes, como já dito, é lançada sobre laranjas, e os verdadeiros mandantes continuam impunes.
Desconhece a população (e muitas autoridades), que a maioria dos ônibus que transportam visitas de presos para as diversas regiões do Estado é de propriedade (ou pagos) pela própria facção criminosa, servindo gratuitamente aos familiares.
Desconhece a população e a maioria das autoridades que os presídios não possuem alas próprias para visitas intimas ou de familiares, de maneira que elas são feitas nas próprias celas, facilitando o ingresso de celulares, armas e drogas, bastando que a visita consiga passar pela revista inicial.
Desconhecem as autoridades que o serviço de inteligência nessas áreas tem que se valer, basicamente, da escuta telefônica. Ocorre que presos trocam, diariamente, cinco, seis ou sete aparelhos telefônicos, assim como colocam em conferência 10 ou 12 outros sentenciados de uma só vez, em várias localidades diferentes. O rigorismo legal, e o formalismo próprio do procedimento de interceptação telefônico, assim como as regras de competência jurisdicional impedem, quase que totalmente, um serviço de inteligência eficaz nesse plano.
A medida tomada pela Secretária da Administração Penitenciaria removendo para uma só Penitenciaria do Estado quase todos os líderes ou principais simpatizantes da facção é positiva e benéfica. Se você tem um problema qualquer disseminado, manda a boa técnica que reúna todos aqueles pontos em um só local para que o controle possa ser mais efetivo.
A questão que se coloca é, por que será que isso não foi feito antes? Será que as autoridades menores jamais pensaram nisso? Será coincidência o fato de isso só ter sido feito após a mudança de Governador, tendo assumido um homem que não tem pretensões políticas maiores? Não é candidato a nada!
As represálias eram previstas, e com elas as repercussões negativas que poderiam atingir uma candidatura. E vão continuar certamente. Em pouco tempo, assim que comecem a receber visitas, esses líderes reunidos irão tentar a articulação com os que estão fora ou em outras Unidades. Será aí que o Estado terá que mostrar a firmeza necessária.
Não basta colocar todas as lideranças em um único presídio.
As visitas não podem ter acesso às celas. Os presos é que devem se deslocar, sendo revistados no momento em que voltam a elas. Qualquer celular, arma ou droga, nessas hipóteses, só poderá existir em caso de corrupção interna, o que é bem mais fácil de identificar e impedir.
Não se justificam o contingente enorme de visitas todos os fins de semana. Basta olhar as saídas de presídios para ver as mulheres levando um filho pela mão, outro no colo e grávida de outro. Se o marido ou companheiro está preso, quem sustentará essas crianças? Quem sustentará ou educará aqueles que são gerados no interior das celas? Qual o futuro que espera essas crianças, que desde tenra idade, aprendem que o certo é aquele lado. Que fazem de presos, criminosos perigosíssimos, seus heróis? Qual o grau de comprometimento ético e moral dessas crianças no futuro? O que é que justifica crianças de dois, três, cinco anos de idade, circulando em pavilhões e celas de penitenciarias todos os finais de semana, brincando de bandido e polícia e quase sempre se recusando a escolher outro lado que não seja o primeiro? Novamente vê-se o ovo da serpente.
Como se justifica que uma mulher qualquer, apenas juntando uma declaração firmada por duas testemunhas (quase sempre mulheres de outros presos), possa se apresentar em uma Unidade prisional e ser incluída no rol de visitas de um preso que, na mais das vezes nem sequer conhece, quando se sabe que, na verdade, pretende apenas introduzir drogas, celulares, armas ou mesmo se prostituir no local? É, em última análise, o próprio Estado fechando os olhos para o tráfico e para a prostituição. É o crime institucionalizado.
Para que visitas todos os finais de semana e feriados seguidos? É ilusão pensar que criminosos são por demais apegados à família. Já estão presos exatamente porque não respeitam os outros, nem pensam neles. As visitas, quase sempre, com raras exceções que sempre existem, são a própria sobrevivências do indivíduo em termos materiais e para a mantença da sua situação no mundo do crime.
Até entre as mulheres de presos existe hierarquia. Mulheres dos líderes na se submetem a filas nos presídios. Entre elas existe verdadeira malha de informações. Transmitem as informações. Conseguem as contas bancárias em nome de terceiros para que sejam feitos os depósitos derivados do tráfico e de extorsões nos presídios, enfim, significam, basicamente, a base de sustentação do crime que emerge nos presídios Paulistas.
Agiu corretamente o Governo paulista. Não deve, nem pode recuar, sob pena de perder a guerra definitivamente. Mas são necessárias várias outras medidas, algumas de cunho legislativo. Restrições a visitas íntimas. Exigência de comprovação de estado de casado (certidão ou sentença judicial reconhecendo união estável). Proibição do ingresso de menores e adolescentes nos pavilhões dos presídios. Instalação de aparelhos de revista eletrônicos. Cruzamento de dados relacionados com visitas. Criação de uma central de inteligência relacionada com a matéria, com pessoas que realmente conheçam do assunto. Integração com o Ministério Público e o Judiciário para centralização e agilização dos procedimentos relacionados com crimes emergentes do sistema prisional. Uniformização de entendimento relacionado com a aplicação da Lei de Execução Penal (o que vale para uma região tem que valer em outra), enfim, uma série de medidas que demandam esforço, estudo, interesse e conhecimento do problema. Sem teorias acadêmicas ou argumentos despropositados formulados por quem nada conhece do assunto.
Marcolas e assemelhados existem aos milhares no sistema prisional. A questão não é de nomes ou de líderes. A questão é o próprio sistema.
Se nada for feito, o simples recolhimento dos lideres na forma realizada significará apenas e tão somente uma maior demora para a eclosão do ovo, do qual será gerada uma serpente ainda maior e mais perigosa que a existente atualmente.
(*) Edmar de Oliveira Ciciliatti é Juiz de Direito
A vida nas prisões

Viver na prisão sempre é ruim. Mesmo na melhor delas, o detento está sujeito a solidão, ao tédio, à distancia de familiares e amigos e à ansiedade de ter sua nova vida controlada todoo dia. Em prisões como as brasileiras, entretanto, a situação piora: há superlotação, excesso de violênciae faltra de cuidados médicos e de condições sanitárias. Esse tipo de problema acaba colocando em duvida o próprio objetivo da prisão, de regenerar os detentos. " Se tratarmos os presos como seres humanos responderão como seres humanos. Mas se os tratarmos como animais, responderão também como animais.- ( Andrew Coyle- diretor do centro internacional de estudo das prisões -Inglaterra)
Acontece que melhorar prisões implica geralmente gastar dinheiro - e no estado de São paulo, cada preso já custa 900 reais por mês aos cofres públicos. para muitos gastar mais do que isso seria desperdiçar verbas que poderiam ir para beneficios como escolas, hospitais e transporte. " Confiar em condições é uma proposta cara. Mas a solução padrão - trancar os presos em condições de extrema superpopulação - também é cara, com um alto custo em vidas arruinadas , em desrespeito à lei e em reincidência" diz o relatório sobre prisões brasileiras feito pela Human Rights Watch, uma das principais ongs de direitos humanos.
Esse mesmo relatório trouxe o que poderia ser uma grande boa noticia : o que falta em grande parte dos problemas não é dinheiro , mas sim a organização e disposição´para mudar. A mistura de diferentes tipos de presos no mesmo lugar, o espancamento de detentos pelos próprios colegas ou por agentes penitenciários e a falta de oportunidades de trabalho são apenas algumas sugestões que não precisariam de muitos gastos para ser resolvidas.Mas outro relatório desssa mesma onga , mostrou que ainda esperamos esse esforço: ela reuniu dezenas de relatos de espancamento de menores por agentes na febem , mas apenas um caso de condenação nas últimas duas decadas.Mesmo com estimulos para trabalhar - 3 dias de serviço descontam um dia de pena- nem todos conseguem um emprego no xilindró. Em uma pesquisa da S.A.P- Secretaria da Administração penitenciária do Estado de São Paulo ,89% dos presos não faziam cursos profissionalizantes e 99% não sabia a situação dos seus processos. Em todo o pais, os ex-detentos têm de lidar com problemas que vão desde conseguir novos documentos (frequentemente perdidos durante a sentença)até reerguer a vida com o rótulo de "ex-presidiário". Não é a toa, que cerca de 80% acabam voltando à cadeia.
Por que Presidios ?

Apesar de existirem há milênios, o uso deles como principal forma de corrigir criminosos é relativamente recente. Eles constumavam ser pontos de passagem, onde ficavam devedores até conseguirem dinheiro, escravos, prisioneiros de guerra e pessoas esperando julgamento. Era lugares terríveis - não raro epidemias dizimavam presos e agentes penitenciários - mas a pena costumava ser pior ainda : O degredo ou espetáculos brutais envolvendo açoites, torturas e execuções.
A partir do século XVIII, as autoridades começaram a suspeitar que podiam fazer alguma coisa mais humana com os infratores. O pensamento racional e cientifico florescia na epoca e trouxe a esperança de regenerar esses criminosos e até utilizá-los como trabalhadores para as industrias que surgiam. Mas como ? Uma saida era destruir, em vez do corpo do crimonoso, e precisavam : a liberdade . Trabalhando com os presos isolados, seria possivel mudar sua mentalidade. Não era algo tão novo. : na época, mosteiros, quarteis, escolas e hospitais ja desenvolviam metodos para curar e disciplinar um grande numero de pessoas com um pequeno numero de funcionários. A Penitenciária usaria as mesmas tecnicas - trabalhos, isolamento, vigilância - só que levadas ao extremo e 24 horas por dia. Além da regeneração, a prisão cumpria outras funções de uma punição : fazia o preso pagar pelo mal à sociedade, tirava-o de circulação e desencorajava outros a seguir pelo mesmo caminho.
LIMITAR OS DIREITOS E AUMENTAR AS PENAS ?

Tem se falado muito, e tem até os que acreditam , que limitar os direitos e aumentar as penas seria a melhor maneira de coibir o crime.É um visão bem difundida: Hoje são mais de 9,5 milhoes de presos no mundo, o que equivale colocar todo o estado do Paraná atrás das grades. Em 73% dos paises do mundo, Brasil incluido, a população carcerária vem aumentando paulatinamente. Por aqui tinhamos cerca de 336 mil presos no dinal de 2007 se elevou para 410 mil. No ritmo em que prendemos, estima-se que em 2010, cheguemos a 500 mil . " No estado de São Paulo o numero cresce mais de 1000 por mês, o que significa que , em média, um presidio novo deveria ser constuido a cada 15 dias" - ( Sergio Mazina, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) . Mas é claro que não se constroem tantas prisões assim, por isso nossos presidios são superlotados, funcionando com 183% de sua capacidade.Isso não impede, porém que penas mais longas sejam propostas para conter a criminalidade. " PRESO É PRESO E NÃO TEM DE TER MORDOMIA. ELE SOFRE UMA REPRESÁLIA DA SOCIEDADE E PRECISA FICAR RECLUSO PARA SENTIR O DRAMA , REFLETIR, SABER QUE ERROU ' -(procurador jurídico da prefeitura de São Caetano do Sul, em São Paulo). Do outro lado dessa disputa esta a idéia de que o problema não é apenas a condição das cadeias: a própria idéia do encarceramento esta errada. " A pena de privação de liberdade só produz sofrimentos e não cumpre o objetivo de evitar condutas criminosas"- (Juiza de Direito Maria Lúcia Karam) .
Em meio a essa discussão , existem pessoas tentando fazer com que as prisões se tornem um lugar minimamente digno. Existem novas ideias para resolver alguns problemas, mas muitos deles existem desde que as prisões foram criadas, e não dão mais sinais de que estão desaparecendo.
PENITENCIÁRIA NA HOLANDA

Voce acorda e puxa um pequeno computador acoplado a cama. Lá estão sugestões de coisas para fazer ao longo do dia- esportes, atividades educativas ou de lazer, cozinhar - a serem escolhidas com um clique na tela. Dai é só sair do quarto e por a mão na massa. Ao longo do dia, uma pulseira transmitirá por rádio sua posição para que profissionais monitorem sua tarefa . Siga os programas a risca e receberá no dia seguinte opções melhores na sua telinha. Tudo isso vigiado por câmeras equipadas com sofwares capazes de reconhecer emoções, garantia de que voce não terá momentos de estresse, como brigas e discussões.Tudo o que se precisa fazer para ir para esse lugar é cometer um pequeno crime na Holanda. Trata-se da Penitenciária de Lelystad que recebeu apelidos como "big brother" e "albergue da juventude " . Construida com tecnologia de ponta para garantir o controle sobre os detentos, oferecer alternativas de tarefas e cortar custos com agentes penitenciários e carcereiros, ela pareceu para muitos um excesso de luxo para infratores . Mas na verdade ,Lelystad esta a meio caminho no espectro de idéias sobre o que devemos fazer com os presos. São tres presos por cela.
domingo, 6 de julho de 2008
Terrorismo Midiático - A Questão Social e Todas as Outras...

A violência está POUCA em nosso País. Este fato se explica por causa da sua imensa extensão continental, suas riquezas incomensuráveis e vazio territorial, muito embora a sua miséria seja comparável às piores que existem no mundo. Por estas razões demora séculos pra ocorrer uma simples convulsão social, enquanto nos outros países elas ocorrem em meses. Povo que tem a sua maior riqueza que são suas Crianças abandonadas e sofrendo todos os tipos de torpezas física, moral e psíquica, desde a sua concepção, como: estupros, prostituição, abortos de forma violenta e não tanto clandestinos (em cada 4 meninas menores de 17 anos, uma está grávida e abandonada nas sarjetas em todos os recantos do nosso país) e diversas outras mazelas, é um povo INFELIZ. Estas REALIDADES cultivadas no passado e ainda mais no presente vão sempre levar cada vez mais ao AUMENTO da violência, porque estas terríveis CAUSAS e ÚNICAS são os "MOTIVOS" e não sensibilizam minimamente as nossas carcomidas elites que governam o nosso povo há 506 anos. Quando surgem estes VANDALISMOS generalizados, todos previsíveis, a Mídia, cooptada pelo poder político-econômico-financeiro nacional e internacional se utiliza da poderosa e avançadíssima tecnologia da comunicação e informação para se tranformar em Meios de Enganação de Massa e, como subproduto dela, a nossa velha e conhecida "Imprensa Declaratória", que por ser altamente perniciosa e deletéria, não tem escrúpulos com as nossas realidades sociais e os nossos destinos. Repetindo à exaustão e falseando as realidades plantam notícias alarmistas e tendenciosas de acontecimentos e pseudoacontecimentos eivados de mentiras como "verdades" absolutas. Desviam a atenção de toda a população das grandes questões sociais e, com interesses escusos e mórbidos, infundem o pânico generalizado e o temor difuso (terrorismo midiático). Só enxergam as vantagens econônicas e financeiras fruto do perverso e doentio modelo econômico-financeiro excludente adotado pelos Governos. Sempre criaram e continuam criando "Comandos" factóides sem nenhum pejo: Comando Jacaré, Comando Vermelho, Primeiro Comando, Amigo dos Amigos, ...., PCC, TCC et caterva. Estes pseudoscomandos são tão inofensivos que não elegem nem um vereadorzinho e quando morrem não deixam nem um barraco ou uma bicicleta para seus inumeráveis filhos biológicos, todos miseráveis. Diferentemente dos antigos Comandos do Bicho, que, neste mesmo caso, sempre deixaram como herança propriedades no exterior, fazendas e imóveis no país; tinham o poder de eleger políticos do Executivo e do Legislativo nos três níveis e influir nas Instituições. Por fim o que é mais patente e definitivo: - Tratar de questões sociais com Polícia os resultados são simplesmente catastróficos e irreversíveis. Polícia é pra tratar de questões policiais. E quando participa de questões sociais deve atuar exclusivamente como Coadjuvante. Ela é apenas mais um órgão de um Sistema maior chamado Sistema de Segurança Pública que tem como meta a manutenção e preservação da Ordem Pública vigente. O nosso grande dramaturgo Nelson Rodrigues sempre diz: " Se todos estes fatos provam tudo isso, pior para os fatos". Emir Zavzar15/05/06.
Sociedade Hedionda

Artigo do ex-ministro da Educação, Cristovam Buarque, publicado sob o título "Sociedade hedionda".Driblando o bloqueio - não perguntem como - copiei o artigo para publicá-lo aqui. Leiam e digam se não é um dos textos mais inteligentes, sensíveis e humanistas já publicados na imprensa brasileira sobre o horror cotidiano deste país, pelo menos na sua versão 2007.Por isso mesmo, a sua leitura deixa um gosto amargo na boca. Não há como adoçar a realidade produzida por essa sociedade hedionda. O Brasil é isso aí. O artigo:“Estudos recentes mostram que a probabilidade de que um preso brasileiro tenha vindo de uma família miserável é o dobro do que para o resto da população”.Revelam também que pessoas com menos de seis anos de estudo têm duas vezes mais chances de estarem presas do que pessoas educadas. Por isso, a desigualdade social tem sido apontada como a principal causa da violência, ao lado da falta de escolaridade. Dessa forma, medidas mais duras contra o crime, inclusive a redução da maioridade penal, seriam, aparentemente, medidas contra os pobresAté porque os ricos, com seus advogados e sua influência sobre a polícia e a justiça, terminam escapando da prisão. Mas os que defendem o maior rigor das leis insistem que suas propostas não são contra os pobres, porque eles são pacíficos.De fato, os pobres brasileiros são pacíficos. Há séculos, no campo, pobres brasileiros sem-terra assistem, pacificamente, aos seus filhos morrerem de fome, enquanto as grandes empresas exportam comida. Nas cidades, pobres pedem esmolas com filhos esfomeados em frente a supermercados abarrotados de comida; ou com filhos doentes, em frente a farmácias repletas de remédios. Pacificamente, famílias inteiras vivem embaixo de viadutos, ao lado de luxuosos condomínios.Os pobres brasileiros são obviamente pacíficos. Pacíficos até demais, diriam alguns. Afinal, assistir pacificamente aos filhos morrerem de fome ou doença, ao lado da comida e do remédio, é um pacifismo tão radical que chega a ser antinatural. É um admirável respeito pacífico à lei dos homens, porém, totalmente contrário às leis da natureza. A história do Brasil é um romance de pacifismo, aceitação e conformismo da multidão de pobres, ante a desigualdade e o acinte da riqueza de poucos.Assassinar é um crime gravíssimo, não importa a idade do criminoso. Assassinar um menino arrastando-o pelas ruas do Rio de Janeiro é um crime mais que gravíssimo — horroroso.Mas também é um crime hediondo deixar milhares de meninas, a partir dos nove anos de idade, serem arrastadas vivas pelas ruas e praias do Brasil como prostitutas infantis.Um jovem educado, com futuro assegurado, tem muito menos incentivo para cair no crime; mesmo assim, alguns terminam caindo. Um jovem sem futuro, sem educaçãopara buscar uma alternativa na vida, assistindo à violência maior da abundância ante a miséria, tem um incentivo imediato para aderir criminalidade; mesmo assim, nemtodos caem no crime. E aqueles que tiverem caído devem ser punidos. Porque os pobres são pacíficos, mas a pobreza é violenta em si, e fabricada.Nem todos resistem às necessidades, aos desejos de consumo, ao abandono, à ostentação dos outros. E terminam contaminados pela maldade da sociedade perversa, até caírem na perversidade individual do crime.Alguns bandidos são violentos, outros assim ficaram. E ficaram por causa de alguma falha na sua formação, no decorrer de sua infância e adolescência. Os que cometem os crimes têm de ser punidos. Principalmente os que fabricaram os criminosos que poderiam ter tido outro rumo na vida.Têm razão os que defendem que todos os criminosos sejam punidos, independentemente da classe social, se pobres ou ricos.Até porque o perdão a criminosos é uma injustiça contra imensa massa de pobres, que são as maiores vítimas da maldade dos bandidos. Mas também devem ser punidos aqueles que fabricam a violência, por ação ou omissão; aqueles que constroem uma sociedade perversa, hedionda, criminosa ela própria. Porque os pobres são pacíficos, mas a pobreza é uma violência. E mais, é uma fábrica de mais violência."
Regras para ser humano

O seu AQUI e o seu Lá
Você receberá um corpo. Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante esta rodada. Você aprenderá lições. Você está matriculado numa escola informal de período integral chamada vida. A cada dia nesta escola, terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar dessas lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas. Não existem erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativas e erros; experimentação. As experiências que não deram certo fazem parte do processo, assim como as bem-sucedidas. Cada lição será repetida até que seja aprendida. Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a tenha aprendido. Quando isto ocorrer, poderá passar para a seguinte. O aprendizado nunca termina. Não existe parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender. “Lá” não é melhor do que “aqui”. Quando o seu “lá” se tornar “aqui”, você simplesmente encontrará outro “lá” que parecerá novamente melhor do que o seu “aqui”. Os outros são apenas seus espelhos. Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo. O que fizer de sua vida é responsabilidade sua. Você tem todos os recursos de que necessita; o que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua. As respostas estão dentro de você. Tudo o que tem a fazer é analisar, ouvir e acreditar. Você se esquecerá de tudo isso. Joima –fevereiro 2002
Você receberá um corpo. Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante esta rodada. Você aprenderá lições. Você está matriculado numa escola informal de período integral chamada vida. A cada dia nesta escola, terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar dessas lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas. Não existem erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativas e erros; experimentação. As experiências que não deram certo fazem parte do processo, assim como as bem-sucedidas. Cada lição será repetida até que seja aprendida. Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a tenha aprendido. Quando isto ocorrer, poderá passar para a seguinte. O aprendizado nunca termina. Não existe parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender. “Lá” não é melhor do que “aqui”. Quando o seu “lá” se tornar “aqui”, você simplesmente encontrará outro “lá” que parecerá novamente melhor do que o seu “aqui”. Os outros são apenas seus espelhos. Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo. O que fizer de sua vida é responsabilidade sua. Você tem todos os recursos de que necessita; o que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua. As respostas estão dentro de você. Tudo o que tem a fazer é analisar, ouvir e acreditar. Você se esquecerá de tudo isso. Joima –fevereiro 2002
Princípios Morais Comuns

Fui criada com princípios morais comuns. Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os lanterninhas dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo. Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror. Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo o que meus filhos um dia temerão. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos. Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidades de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial. Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas. Policiais em blitz é abuso de autoridade. Regalias em presídios é matéria votada em reuniões. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem é ser otário. Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão. Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos ou de batinas, dentro de um confissionário nas igrejas.O que aconteceu conosco? Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas. Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte. Que valores são esses? Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano. Celulares nas mochilas dos que recém largaram as fraldas. TV,DVD,IPOD, CELULAR,VIDEOGAME, o que vai querer em troca desse abraço, meu filho? Mais vale um Armani do que um diploma. Mais vale um telão do que um papo. Mais vale um baseado do que um sorvete. Mais vale dois vinténs do que um gosto. Que lares são esses? Bom dia, boa noite, até mais. Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga. O que é aquilo? Uma árvore, uma galinha, uma estrela? Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo? Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei? Quero de volta a minha dignidade, a minha paz. Quero de volta a lei e a ordem, a liberdade com segurança. Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores. Quero sentar na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão. Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho. Quero a vergonha, a solidariedade e a certeza do futuro. Quero a esperança, a alegria. Teto para todos, comida na mesa, saúde a mil. Não quero listas de animais em extinção. Não quero clone de gente, quero cópia das letras de música, cultura e ciência. Eu quero voltar a ser feliz! Quero dizer basta a esta inversão de valores e ideais. Quero mandar calar a boca de quem diz a nível de , enquanto pessoa , visa resgatar . Quero xingar quem joga lixo na rua, quem fura a fila, quem rouba, quem ultrapassa a faixa, quem não usa cinto, quem não dignifica meu/seu voto. Quero rir de quem acha que precisa de silicone, lipoaspiração, dieta, cirurgia plástica, carro zero, laptop, bolsa XYZ, calça ZYX para se sentir inserido no contexto ou ser normal . Abaixo o TER , viva o SER ! E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum, como eu. ADORO O MEU MUNDO SIMPLES e COMUM. Vamos voltar a ser gente ? Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base. A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito... Discordar do absurdo. Construir sempre um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Não... se você e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas... hein?! Quem sabe?... Por um mundo mais humano !!!
Joima-junho 2006
Joima-junho 2006
o preso

Um preso não tem controle sobre a razão e a emoção. Por esse motivo eles empreendem fugas, matam e ferem por razoes banais; exageram no teor das palavras, enlouquecem. Os presos não estão 100% mentalmente bem.
Eles adquirem duas características que nunca dispuseram: Paranóia e Indecisõe.
Eles adquirem duas características que nunca dispuseram: Paranóia e Indecisõe.
Normalmente chegam a enlouquecer, suicidam, matam, barbarizam, ou partem para tudo ou nada. Esse é o caminho do preso.E com o passar dos anos será sempre essa a situação.
CORPORATIVISMO
Policias: Federal / Militar / Civil / Agentes Penitenciários-São paulo
Precisamos acabar com esta mania que estes desocupados, como estes bos-tas dos direitos humanos, estes advogados de mer-da, este po-rras de bispos Lancelotti, e outros. Esta mer-da de Pastoral disso,Pastoral daquilo,alguns po-rras de ministros comunista do Lula etc. etc.Eles adoram desmerecer as Polícias de São paulo, pegam um deslize ou um erro e ficam aí no "..eu não disse.."E coisas tais.A Policia Militar de São Paulo, deu varias vezez mostra de sua eficácia e da sua correção, como tropa disciplinada e atuante, cumpridora dos seus deveres, enfrentando estes malditos ladrões,sequestradores,assassinos e outros estrumes da sociedade ...Parabéns a nossa Policia do estado de São Paulo,cadeia pra bandido.!! não tem que alisar não,ferro neles, que ninguem mais aguenta esta impunidade !!Marginal tem que ter medo da Policia, tem que saber que será pego e aí ele vai pagar na certeza, caso contrário a impunidade realimenta o crime !! Viva a Policia Militar ..Tropa de macho !! A Policia Civil , com sua inteligência, a Federal que bota juiz ladrão corrupto na cadeia , como tem que ser.!! É preciso reconhecer que sem a Policia Federal ,Militar, Civil e os Agentes Penitenciários , nós vamos voltar a idade da pedra, nós vamos virar canibais, uns comendo o outro !!! Quem tem de ser comido , e por lobos cada vez mais vorazes, são os marginais os bandidos e os politicos e juizes corruptos. VIVA A SEGURANÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Drogas x Corrupção
O tráfico de drogas assumiu uma dimensão superlativa no país. A cocaína é um negócio de altíssima lucratividade, valorizando 650% do produtos até o consumidor. O tráfico, no entanto, não é a única atividade criminosa da maioria dos bandidos. Milhares de traficantes também praticam furtos e roubos. Estabelecer maior rigor na repressão ao crime poderia ajudar a diminuir o poder do tráfico. Abrir corredores de circulação pelas favelas facilitaria a instalação dos serviços básicos e o trabalho de policiamento preventivo, assim como a repressão ao crime. Isolar os líderes de facções em presídios de segurança máxima também diminuiria sua articulação. Os 400 mil policiais militares brasileiros têm uma rotina que parece ter sido feita sob medida para produzir um corrupto. Os policiais não são punidos por crimes que cometem, são os campeões de nível de estresse entre todas as profissões e ganham mal. Para resolver este problema seria preciso criar uma carreira independente para os corregedores - hoje, eles são policiais militares como os demais e estão sujeitos, portanto, a sair da corregedoria e voltar a trabalhar ao lado de colegas que eventualmente investigaram por corrupção e outros desmandos; alterar a jornada de trabalho - os policiais trabalham em turnos de doze a 24 horas contínuos e folgam de 36 a 72 horas; ampliar iniciativas que promovam o reconhecimento dos bons policiais e ajudem a resgatar a auto-estima da categoria.Quem sabe faz a hora
Nunca utilizo qualquer forma de força, salvo aafetiva e a moral, para a solução de
problemas. Prefiro a aparente ineficácia, à
solução esmagadora, ainda quando pareça
lógica ou vitoriosa.
Jamais imponho crenças, doutrinas ou idéias
mas, sim, através destas, permito que os
demais exerçam a própria visão do mundo
com liberdade e amplitude, ainda que para
contestar quem os ensinou a pensar.
Compreendo (mesmo sem aceitar) as razões
do outro, sem porém, jamais, abandonar as
próprias convicções, reservando-as para
vicejarem no momento oportuno. “Quem
sabe, faz a hora”, é ilusão em forma de bela
frase. Quem sabe a hora, é que faz...
Abro mão das ambições mais altas e heróicas
caso denoto o clarão de um breve e
passageiro instante de luz. Aprendi a voar
sem tirar os pés do chão e não temo a
existência do milagre.
Alimento-me, a cada dia, da vitória oculta em
cada derrota. Descubro o encontro da energia
para prosseguir. E varejado pelo seu nada,
tombar, um dia, realizado pela sabedoria
maior de haver sabido aprender.
Lei seca para direção

Mais severa, nova legislação pode modificar comportamento de baladeiros
27-06-08) - No caminho das políticas públicas que vêm sendo adotadas em várias partes do mundo, a legislação brasileira de trânsito divulgou, na sexta-feira (20), limites mais rígidos para o motorista que for flagrado dirigindo sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa.As punições incluem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por doze meses, multa de R$ 957,70, além da retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e o recolhimento do documento de habilitação.De 0,6 gramas de álcool por litro de sangue antes permitidos pelo Código Nacional de Trânsito (equivalente a beber duas latas de cerveja), a nova Lei reduz para 0,2 decigramas por litro de sangue e de um décimo de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões (equivalente a não beber nada).O teor de 0,2% não significa tolerância, mas uma margem de erro pensada para evitar conflitos em relação ao uso de medicamentos ou exceções como no caso de quem sofre de ocidose diabética e exala substância semelhante ao álcool. Mitos e verdades - Quem comer bombom de licor, tomar florais de Bach diluídos em conhaque ou fazer bochecho com anti-séptico bucal – para ficar nas especulações que tem rondado os e-mails na última semana - pode sofrer as punições prevista na Lei? Pode. Isso porque, segundo esclareceu a assessoria de imprensa da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), o que determina o teor e efeito de cada substância no indivíduo é o tipo físico do condutor, como altura e peso.A Lei prevê também proibição de venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina e instalação de bafômetros em danceterias. O negócio agora é não beber e pronto, pegar táxi ou revezar com amigos”. Vou de táxi . Outra opção seria eleger um amigo para não beber e ficar responsável pela direção. Essa opção é um pouco mais complicada, pois a maioria dos meus amigos tem o hábito de consumir bebida alcoólica; isso sem falar no inconveniente de ter de buscar ou deixar cada um dos amigos em diferentes pontos da cidade. Para algumas pessoas, entretanto, a solução não será tão simples, uma vez que o custo de pegar um táxi não é dos mais baixos. Além disso, contamos com uma infra-estrutura ruim de transporte público, que, além de precária, é mais perigosa à noite".Mesmo com os inconvenientes, a Lei é bem-vinda. "Apesar de as mudanças parecerem chatas e custosas, a sociedade ganha como um todo. Com o fim da impunidade e mais responsabilidade no trânsito, acidentes deixarão de acontecer e muitas vidas serão poupadas". __________________________
27-06-08) - No caminho das políticas públicas que vêm sendo adotadas em várias partes do mundo, a legislação brasileira de trânsito divulgou, na sexta-feira (20), limites mais rígidos para o motorista que for flagrado dirigindo sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa.As punições incluem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por doze meses, multa de R$ 957,70, além da retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e o recolhimento do documento de habilitação.De 0,6 gramas de álcool por litro de sangue antes permitidos pelo Código Nacional de Trânsito (equivalente a beber duas latas de cerveja), a nova Lei reduz para 0,2 decigramas por litro de sangue e de um décimo de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões (equivalente a não beber nada).O teor de 0,2% não significa tolerância, mas uma margem de erro pensada para evitar conflitos em relação ao uso de medicamentos ou exceções como no caso de quem sofre de ocidose diabética e exala substância semelhante ao álcool. Mitos e verdades - Quem comer bombom de licor, tomar florais de Bach diluídos em conhaque ou fazer bochecho com anti-séptico bucal – para ficar nas especulações que tem rondado os e-mails na última semana - pode sofrer as punições prevista na Lei? Pode. Isso porque, segundo esclareceu a assessoria de imprensa da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), o que determina o teor e efeito de cada substância no indivíduo é o tipo físico do condutor, como altura e peso.A Lei prevê também proibição de venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina e instalação de bafômetros em danceterias. O negócio agora é não beber e pronto, pegar táxi ou revezar com amigos”. Vou de táxi . Outra opção seria eleger um amigo para não beber e ficar responsável pela direção. Essa opção é um pouco mais complicada, pois a maioria dos meus amigos tem o hábito de consumir bebida alcoólica; isso sem falar no inconveniente de ter de buscar ou deixar cada um dos amigos em diferentes pontos da cidade. Para algumas pessoas, entretanto, a solução não será tão simples, uma vez que o custo de pegar um táxi não é dos mais baixos. Além disso, contamos com uma infra-estrutura ruim de transporte público, que, além de precária, é mais perigosa à noite".Mesmo com os inconvenientes, a Lei é bem-vinda. "Apesar de as mudanças parecerem chatas e custosas, a sociedade ganha como um todo. Com o fim da impunidade e mais responsabilidade no trânsito, acidentes deixarão de acontecer e muitas vidas serão poupadas". __________________________
jovens violentos

Quando nos colocamos no papel de vítimas das grosserias e exigências de nossos filhos, esquecemos que eles aprenderam seus valores conosco. Lí numa revista de Nova Iorque que os jovens ali só falam em dinheiro e em pessoas famosas. As moças gostam de sair com os rapazes mais populares, o que tem significado muito variado e pode inclusive querer dizer que tais moços são mais competentes para assaltar ou para conseguir drogas. No Brasil, são freqüentes as notícias sobre violências cometidas por jovens de boa condição econômica - e não raramente contra seus próprios pais ou parentes próximos. Na maioria dos casos, o que está em jogo é o dinheiro: eles sempre exigem mais, enquanto seus pais decidem regular a quantia a eles destinada. Sentem-se indignados, como se estivessem sendo roubados! Reagem com agressividade a essa impressão que, claro, não corresponde à realidade. Os pais se queixam de que os moços de hoje são muito diferentes. Eles são apáticos, indiferentes a tudo e a todos, sem garra e com a ambição totalmente voltada para as coisas materiais. Não têm projetos para o futuro. Sonham apenas em ficar ricos e famosos, mas não percebem que tais recompensas representam o futuro de um esforço prévio. Qual a origem desse comportamento? É preciso averiguar se, de fato, nossos jovens são mais violentos e propensos às transgressões do que os das gerações anteriores. Não creio que nossa espécie venha se deteriorando. Acredito, porém, que somos muito influenciados pelo meio em que crescemos. Somos educados, mais pelo que observamos do que pelo que ouvimos. As pessoas sempre tiveram propensão para levar vantagem e para uma relativa falta de sentido moral - entendido como um freio interno que nos impede de praticar ações que reprovamos. Acontece que, atualmente, muitas crianças crescem vendo seus pais, seus irmãos mais velhos ou outros parentes se vangloriando do mal que fizeram a outras pessoas e de como isso foi lucrativo. Não podemos nos preocupar apenas com dinheiro e fama e depois querer que nossos filhos se interessem pelo conhecimento e passem as noites tentando desvendar os segredos da Física e Matemática. Eles ficarão fascinados pelas mesmas coisas que percebem ser relevantes em casa. Os valores dos nossos jovens são os da nossa cultura materialista e incrivelmente voltada para a busca de glórias a qualquer preço. Eles aprenderam conosco a encarar as coisas dessa forma. Depois, como se não tivéssemos nada a ver com a história, nos encontramos no papel de vítimas de suas grosserias e exigências. Talvez a única característica efetivamente própria desta geração seja a indolência. Não os vejo muito animados nem mesmo para perseguir objetivos sexuais, antes o motor principal da nossa espécie. São passivos, talvez em conseqüência do hábito de assistir TV o tempo todo - não precisam tomar nenhum tipo de iniciativa a não ser a de mudar os canais. Preguiçosos, ambiciosos e materialistas: eis uma mistura explosiva que constitui a maioria da nossa juventude. Assistimos ao agravamento dos comportamentos anti-sociais, a uma piora na postura moral e à abertura para a conduta delinqüente. Tudo isso é muito facilitado pelo uso de drogas, tão ao gosto dos que já não são muito esforçados. O grau de violência que temos presenciado é ainda pequeno perto do que podemos esperar, dadas as condições em que eles estão sendo criados. É urgente rever os valores que estamos transferindo para os nossos filhos.
Violência, Crime e impunidade
O caos na segurança pública já era anunciado.A impunidade que impera em nosso País é absurda, e o desfecho da tolerância só poderia ser esse que estamos vendo. Os criminosos têm certeza de que “se” tiverem de cumprir uma pena, será por pouco tempo, em razão da famigerada “ progressão de regime prisional”.Infelizmente, os magistrados de modo geral interpretam a lei sempre da forma mais benéfica aos infratores, mesmo quando o contrário é juridicamente possível e necessário. Analisam os princípios que beneficiam os criminosos e se esquecem das garantias que visam à proteção das vítimas, de seus familiares e da própria sociedade.
Hoje com tantos fatos e fotos no cotidiano do Brasil o que mais aflige a sociedade é a criminalidade desvairada, com impunidade,absurdos legais e a falta de vontade séria de solução de tais problemas.
Hoje estou á frente de uma das Penitenciárias de crimes hediondos do Estado de São Paulo, penitenciária esta com os criminosos mais sórdidos e desumanos, existentes, cheguei a uma infeliz conclusão : não se cumpre pena de prisão no Brasil. Ao contrário do imaginário popular, são poucos os criminosos envolvidos na prática de crimes de homicidio, mas muito no tráfico, uso de entorpecentes, roubos, furtos e crimes contra o costumes, como estrupo, atentado ao pudor. Mas são poucos que ficam nas cadeias, exceto os hediondos, os de colarinhos brancos são soltos com a conivência de ministros de tribunais superiores que ,em seus gabinetes, seguramente nunca sentiram o cheiro de um cadáver.
O Brasil que não pune, essa é a realidade que vemos hoje nos noticiários falado, escrito e televisivo , sobre os crimes dos colarinhos brancos “gente do puder” e atrás vem o Brasil que pune mal. O artigo 75 do Código Penal limita há 30 anos o tempo máximo de cumprimento das penas privativas de liberdade, lei feita em 1940, em que a expectativa média de vida era de 50 anos . Passados mais de 65 anos, com todas as descobertas da medicina, quando a vida média gira em torno de 70 anos, o artigo 75 do CP continua inalterado. O crime hediondo , aquele que até algum tempo atrás não aceitava progressão da pena, já tem outro entendimento.
O STF entendeu, por maioria de votos, pela inconstitucionalidade da vedação da progressão a condenados por crimes hediondos.
A certeza da impunidade é o que fomenta a criminalidade. Mas o que podemos esperar de um País que gasta centenas de milhões num plebiscito para desarmar inocentes em vez de investir na segurança e dar prioridade a alterações na legislação que possam oferecer maior tranqüilidade e confiança de uma vida melhor ao Cidadão de Bem ??
Portanto o que estamos vendo é a conseqüência de anos de cegueira e hipocrisia de governos que tentaram mostrar à população que estavam controlando o crime.
Chegamos ao descalabro de ter como prática das organizações criminosas, entre outras coisas, adotar um controle social e territorial sobre a população. O que podemos esperar é que a população se organize de verdade e modifique o modus operandi dos nossos governantes e autoridades.
É inacreditável que nossos legisladores ignorem o que está ocorrendo com milhares de brasileiros em todo território nacional, e não somente nas grandes cidades, muitos Homens e Mulheres de bem , como a própria Imprensa oferecem diariamente soluções que a sociedade deseja e que são extremamente factíveis. Bastam que políticos honrados, de caráter e inteligente levante essa bandeira, e que não será esquecido nunca.
Se, não tomarem uma medida urgente, urgentíssima, o alerta já esta dado pelos criminosos é um País em guerra civil.
E esse é o problema, e muito mais, é decorrente de uma mesma origem: o Brasil vem sendo governado faz décadas pelo que há de PIOR. Gente corrupta, vagabunda, vaidosa, irresponsável, com um funcionalismo público medíocre.
E o pior um bando de pseudos intelectuais, pedagogos, psicologos,religiosos e os que sabem e resolve tudo bem como as autoridades brasileiras, falam em ressocialização frivolamente, sem a menor noção do que seja isso. Trata-se de reformatar toda a biografia de uma pessoa, assunto extremamente complexo e oneroso. Se a socialização primária ( família,escola etc.) e a secundária ( internalização de papéis) que acontecem naturalmente ao longo de uma vida, resultaram em desvio de caráter, é porque os correspondentes mecanismos de sanção fracassaram. A ressocialização só faria sentido, se tanto, com controles e sanções muito mais severos, não massificados. Premiar os infratores é fazer o extremo oposto.
Sugestão Radical : Extinguir a progressão de pena para assassinos cruéis; reduzir drasticamente o número de indultos e limitar ao máximo as visitas íntimas.Cortar determinadas regalias dentro dos presídios.
Rib.Preto -09 junho 2007 -jotamachado
Crime e Punição
Você poderia argumentar que muitas coisas eram diferentes em 1919, mas a pacifista holandesa Clara Wichmann com certeza tinha algumas idéias progressistas sobre crime e punição... Por que a punição é aplicada? A maioria das pessoas nem se fazem essa pergunta. Para elas é óbvio que prisões existam, celas nas quais aqueles que transgrediram as leis penais desta sociedade são trancafiados por semanas ou meses ou até mesmo anos. Elas andam perto dessas prisões e não se perturbam com sua existência.Outras que examinaram esta questão acham fácil responder: um senso de justiça, elas dizem, demanda retribuição pela injustiça; cometida. Ou elas defendem os interesses da sociedade e concluem que a sociedade deve se proteger contra as infrações à ordem impedindo o crime, melhorando, se possível, o criminoso, e, se isto, na sua opinião, não for possível, deve-se torná-lo inofensivo.Dor e exclusãoEste raciocínio presume que a pessoa que infringe as leis penais existentes é uma pessoa ruim e que a sociedade a qual a maioria condena tais pessoas é uma sociedade verdadeiramente humanitária. Ele também pressupõe que infligir dor e exclusão são reações apropriadas contra “criminosos”. Do fundo do coração, achamos tudo isso errado e trágico: uma ilusão doentia que perpetua relações desumanas.É obviamente falso que nossa lei atual represente uma verdade eterna. Ela protege a classe dos proprietários, ela mantém as relações de propriedades vigentes como se valessem ser mantidas a qualquer preço. É agradável e fácil pensar que a maioria das pessoas condenadas são moralmente deficientes e a maioria dos não-condenados são pessoas de uma ordem superior. Na verdade, porém, não é assim tão simples!Em todos os países, a vasta maioria das pessoas condenadas, mesmo em relação à sua proporção na população, pertence às classes sem propriedades! Se o crime unicamente procedesse da “maldade dos corações”, seria esse ainda o caso?“Correção” e intimidaçãoVamos pensar naqueles criminosos que realmente precisariam melhorar. O que a punição faz para eles? A punição os rebaixa, os humilha, rouba deles todo e qualquer poder de recuperação. Desde o início do processo criminal, eles são colocados em oposição à sociedade, considerados inimigos.Como resultado disso todo o desenvolvimento interior, que se segue a toda ação e também a todo feito errôneo, é rompido. O processo interior de cura é perturbado. Na realidade, atualmente, o criminoso ainda não é tratado como ser humano, mas processado como uma coisa. Tudo que merece ser chamado humano lhe é negado na prisão. Na prisão ele (ou ela) nem tem a oportunidade de transformar suas boas resoluções em ação. Isto é o motivo pelo qual a correção do criminoso por intermédio da prisão é impossível.Pode a prisão então intimidar? Pouco. Elevação ou queda da criminalidade são, em geral, determinadas por causas completamente diferentes do efeito da punição. Isto é continuamente demonstrado pelo grande número de ofensores reincidentes. Mas, acima de tudo, todo o conceito de intimidação é imoral, pois considera os seres humanos somente como um meio.Torná-los inofensivos então? Pouco. O próprio termo é indigno! E o resultado dessa tentativa é que muitos deixam a prisão “mais nocivos” do que quando entraram. Desperte a bondade nas pessoas, faça o que pode para fortalecê-lo, para deixar toda a capacidade positiva e construtiva dentro deles crescer; mas não tente torná-los “inofensivos”.Em alguns criminosos “incorrigíveis”, parece que nada de bom pode ser despertado. Em toda sua pessoa parecem subumanos, vítimas de degeneração... Deveríamos considerá-los e tratá-los como pessoas doentes e não pensar em “puni-los” mais do que hoje iríamos punir pessoas loucas.O conceito de puniçãoMais poderoso do que todos estes “propósitos” que se espera atingir com punição é o velho princípio de represália que vive nas pessoas em que a vingança se escondeu. Ele requer que a pessoa que causou sofrimento também sofra dor, ele quer “reembolso” de tudo e vingança.O direito penal é apenas uma manifestação de algo que encontramos em todos os domínios da vida pessoal e social. Com profunda convicção nós nos opomos a todo o conceito de punição. Não é assim que a relação de seres humanos para seres humanos deveria ser. Não é a maneira como as pessoas deveriam enfrentar uns aos outros.Nós propomos outro princípio de vida: não devemos julgar. Não devemos retaliar. Não devemos punir. Não devemos recompensar. Mas devemos tentar, com todo o poder dentro de nós, criar uma sociedade verdadeiramente humanitária, na qual as condições para crescimento e desenvolvimento para todas as pessoas estejam presentes. Devemos tentar — em nós mesmos e nos outros — superar o mal pelo bem. O crime só pode ser combatido indiretamente — não destruindo forças, mas despertando forças, transformando aquilo que começou de forma destrutiva em algo construtivo.Numa verdadeira Comunidade haveria a disposição para ajudar uns aos outros a superar nossas dificuldades. Para tanto estaríamos preparados para sacrificar muito “interesse” imediato. Não teríamos, como agora, sempre em mente os “objetos da lei que estão ameaçados”, mas os seres humanos, que sempre enfrentam uma luta consigo mesmo. Quando um dos nossos sucumbiu nessa luta, saberíamos que foi nosso fracasso comum.Apesar de nos alegrarmos com cada melhoria real que é feita no direito penal e no sistema penal — nossa meta é mais ampla. Pedimos uma transformação radical, não mudanças parciais. Vemos um outro princípio aparecer no horizonte — uma nova era, uma humanidade fraternal, que irá romper o princípio de punição._____Fonte: Texto traduzido do original holandês escrito em junho de 1919 e publicado pela revista Peace News em fevereiro de 2002. Dra. Clara Meijer Wichmann foi chefe do departamento de estatística criminal da Agência Central de Estatística do governo holandês.Como fabricar um Bandido

Por Desembargador Dr. Siro Darlan .
Escolha uma criança, de preferência negra e de uma família de prole numerosa; é recomendável o sexto ou sétimo filho, e que o pai seja omisso no cumprimento do exercício do poder familiar e sequer tenha registrado seu filho. Os irmãos devem preferencialmente ser de pais diferentes e, a mãe, se não for alcoólatra, deve estar desempregada. Deve residir em comunidade onde o poder público só comparece para trocar tiros e deixar vítimas. Não pode ter escola, nem posto de saúde e receber com freqüência a visita da ? POLICIA ?. Será fácil achar essa comunidade no Rio, São Paulo, Recife, Curitiba etc. Ensine, desde cedo a essa criança, que ela não é amada, que é rejeitada por sua própria mãe, que a todo instante demonstra sua insatisfação com a maternidade. Para tanto, espanque-a pelo menos três vezes ao dia para que ela saiba que, na vida, tudo tem que ser tratado com muita violência. Impeça qualquer possibilidade de desenvolver-se sadia, pois esse fato estragará todo nosso projeto. Importante: repita sempre para essa criança que ela é má, coisa ruim e odiada pela família, principalmente porque chegou para dividir o pequeno espaço que os abriga e a escassa alimentação. Pode-se optar por deixá-la em casa, na ociosidade, afinal faltam vagas nas creches do município, ou se preferir, encaminhe-a para uma escola onde os professores faltem muito e que as greves sejam freqüentes, caso contrário ela pode correr o risco de gostar de estudar e aí ser muito difícil continuar analfabeto, o que pode colocar em risco nosso projeto. Na escola, procure discriminá-la e desestimular seu estudo, reprovando-a sempre. E, se praticar alguma traquinagem, expulse-a da escola. Importante também: não permita que seja alfabetizada porque ela pode desejar entrar no competitivo mercado de trabalho e ocupar o espaço reservado aos FILHOS DAS ELITES. Outra opção interessante é colocar a criança para trabalhar desde muito cedo. Infância pra que? Perder tempo com brincadeiras não é coisa para criança favelada. Tem mesmo é que ganhar a vida muito cedo e ainda trazer dinheiro para sustentar a família faminta. A rua está cheia de espaço público para que elas fiquem vendendo balas e jogando bolinhas até que possa ser ? USADA? Na exploração sexual, uma atividade lucrativa muito estimulada por adultos. Fragilize-a. Não permita qualquer acesso á saúde; médicos e medicamentos devem ser mantidos à distância. Os hospitais públicos devem ser sucatados. Afinal, é preciso garantir os lucros cada vez maiores dos poderosos planos de saúde. Para acelerar sua debilidade, aproxime-a das drogas; a cola de sapateiro é um bom começo e ajuda a ?matar a fome?. Se usar maconha, prenda logo esse marginal por estar usando uma droga tão cara já que têm disponível a cola e o ?crack? muito mais baratos. A campanha pela redução da responsabilidade penal é imprescindível para pôr logo esses ?Perigosos bandidos? Na cadeia. Afinal são eles os grandes responsáveis por tanta violência ainda que os índices oficiais não cheguem a 2% dos atos violentos atribuídos aos jovens.E foi constatado através de estudos científicos que eles são agentes de violência num percentual de 9,8% contra 91,2% onde são vítimas. Pura manipulação dos dados para favorecer estes ? Trombadinhas ?. Reduzindo a responsabilidade penal você fica livre mais rápido dessa ? Sujeira ? Que ocupa os logradouros públicos denunciando a incompetência dos administradores públicos para implementar as políticas públicas necessárias para promover os excluídos à categoria de cidadãos. É claro que eles já têm maturidade para responder por seus atos criminosos. Afinal assistem diariamente às nossas pedagógicas novelas e são informados pelos despretensiosos noticiários, que mesmo tratando o telespectador como a família Flinston, jamais influencia a nossa ? Livre ? Opinião. E, claro, todas as crianças e adolescentes do Brasil têm à sua disposição as melhores escolas do mundo. A educação pública também deve ser da pior qualidade. Onde já se viu o ensino público competir com os tubarões do ensino particular? Caso isso venha a ocorrer, como manter os altos preços das mensalidades escolares? E a queda do lucro ? E isso, nunca! Aquela idéia maluca de construir escolas de atendimento integral, com médicos, dentistas, atividades profissionalizantes, prática esportiva felizmente já saiu de pauta. Ficamos livres daqueles insanos, que já morreram. Queriam aplicar todo nosso dinheirinho dos mensalões e sangue suga em educação. Que desperdício! Pode-se até fazer concessões com relação ao lazer. Deixe-a soltar pipas e foguetes, somente se estiver a serviço dos bandidos. Isso pode ser muito lucrativo para essa criança. O tráfico dá a ela a oportunidade que os empresários negam, de participar na divisão das riquezas com seu ? Trabalho ilícito ?. Pode-se permitir, também, que brinque de mocinho e bandido e que as armas sejam de verdade, assim morrem mais rápido. As estatísticas mostram essa realidade. O direito à convivência comunitária lhe deve ser assegurado, mas com ressalvas. Mantenha-a em uma comunidade comandada pela bandidagem. Ali ela não terá outra opção: ou adere ou morre. Se aderir, isso será por pouco tempo, porque logo será presa; é mais fácil prender crianças como ? Bucha de canhão? Do que os adultos que as exploram e coagem; ou, então, logo ela será um número nas estatísticas do extermínio. Vez por outra, deixe-a fazer um estágio nas ? Escolas de infratores?. A convivência com outros adolescentes de mais idade, que praticam infrações mais graves, poderá aperfeiçoá-la e promovê-la a outra categoria do crime. Detalhe: essa ? Escola ? Deve estar à margem das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente e os ? Educadores ? Devem odiar crianças e estar sempre munidos de palmatórias e cassetetes. Não pode essa escola ser dotada de qualquer proposta pedagógica, porque corre o risco de desviar o adolescente de seu destino criminológico. Providencie uma poderosa campanha publicitária na mídia para que a opinião pública eleja essa criança seu inimigo público número um. Exiba sempre, nas primeiras páginas dos jornais, toda e qualquer infração praticada por criança ou adolescente, ainda que essa violência a eles atribuída seja uma raridade. Repita, sempre, nos maiores jornais e emissoras de televisão que ela é uma perigosa assassina, responsável por toda a violência existente no país. Nunca admita a efetivação dos preceitos constitucionais que lhe garantem direitos fundamentais que são costumeiramente desrespeitados pela família, pelo Estado e pela sociedade. Nunca diga que ela é vítima da omissão e da ausência de políticas básicas; isso pode ser considerado demagogia e a até acusarem você de defensor dos direitos humanos, o que é um conceito pejorativo no meio dos humanos. Com uma campanha desse tipo, garante-se que os verdadeiros bandidos e mafiosos ficarão em segundo plano. Corruptos fraudadores, ladrões do dinheiro público só merecem publicidade uma vez ou outra para disfarçar. A ênfase maior deve ser dada ao ? Pivete ?, ? Trombadinha ? E ? Dimenor ?. Nunca deixe que se faça uma campanha para a colocação em família substituta: isso pode reduzir em muito o exército dos excluídos e considerar mais uma forma desleal de competição com nossos ? Mauricinhos? E ? Patricinhas?. Tudo que você proíbe a essas crianças estimule aos outros adolescentes. Deixe que freqüentem boates promíscuas onde podem exercitar suas carências afetivas agredindo os outros e usando drogas. Lá a venda de bebidas alcoólicas é livre para adolescentes abastados. O sexo é livre e sem limites. Nossos filhos precisam aprender a serem ? Homens ? Desde cedo. O acesso às drogas é permitido e até estimulado. Deixe que essa criança perceba que existe essa diferença no tratamento aos cidadãos que vivem sob a mesma lei. Isso servirá para aumentar as diferenças sociais, o ódio e a frustração de não poder ser tratada como o outro. Pronto ! Você conseguiu ! Finalmente, acaba de criar o seu monstro. Agora conviva com ele.
APESAR DE SENTIR SEM PÁTRIA

Apesar de me sentir sem pátria, sem apoio do meu Estado, da minha cidade, das autoridades, do meu país...O sentimento que me invade em vez de ser só de indignação é de intensificar a luta contra a violência e a impunidade no trânsito e na criminalidade. Ao final quase de mais um ano ,sei que devo dizer não à força da morte, que é preciso clamar pela VIDA. Urgentemente.
9 tipos de personalidade
Tipo 1: Reformador/ Idealista Orientado por princípios e intencionalidade, autocontrolado e perfeccionista. Irrita-se com o desleixo e o erro, é atraído pela ordem e pela moral. Vive em busca de patamares de excelência para si e para os outros.Tipo 2: Ajudante/Altruísta É zelador, generoso, amável e intrusivo. Rejeita o tratamento impessoal, é solícito e amistoso, atraído pelo serviço e pelo estabelecimento de relações afectuosas.
Tipo 3: Empreendedor/ Triunfador É adaptável, «self made man», competitivo e consciente da sua imagem. Desaprova a falta de eficácia e ambição e tem particular atracção pelo êxito e pelo reconhecimento.
Tipo 4: Artista/ Sensível Intuitivo, expressivo, individualista e temperamental. Tem aversão à uniformidade e às regras, é criativo e imprime uma marca pessoal em tudo o que faz.
Tipo 5: Investigador/ Observador Especialista, inovador e pensador, perceptivo e retraído. Evita a intrusão no seu espaço e no seu tempo. É fascinado pela profundidade e pela investigação inovadora.
Tipo 6: Colaborador/ Leal Comprometido, responsável, ansioso e desconfiado. Detesta o imprevisto e a mudança rápida, procura a segurança em estruturas e autoridades legítimas.
Tipo 7: Entusiasta/ Optimista Espontâneo, versátil, comunicativo e ‘charmoso'. Tenta escapar aos limites, à rotina e à disciplina. Vive entusiasmado por novas opções e experiências prazerosas.
Tipo 8: Desafiador/ Chefe Autoconfiante, decidido, apaixonado e confrontador. Detesta a indecisão e a mentira. É atraído pela força e orientado para a acção.
Tipo 9: Mediador/ Pacificador Calmo, conciliador, tem tendência para pacificar e ser complacente. Foge da tensão e do conflito e tem dificuldade em dizer ‘não‘. Procura a harmonia e a estabilidade.
A Cobra e o Pirilampo

(Para pensar....)
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
E é assim .... **Diariamente, tropeçamos em cobras!
Violencia atinge os mais jovens

Honestamente, já sabemos de tudo isso. Quem ainda não sabe que a violencia atinge principalmente os mais jovens, os mais pobres, os negros, e que o Brasil não esta fazendo absolutamente nada para parar com essa violencia e ainda por cima, sequer investiga casos de violencia com total empenho - só se faz um B.O. e nada mais, o caso fica arquivado. Enquanto isso a violencia aumenta e somos obrigados a admitir que o Brasil é um dos paises mais perigosos do mundo, e o campeão mundial por mortes por arma de fogo. Resta-nos ficarmos em casa, atrás das grades ou muros altos e usar carros blindados, para quem pode pagar um. Ou mudar-se de pais. Uma pena.
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