quarta-feira, 8 de abril de 2009

O TRABALHO INFANTIL


Atualmente, com o grande aumento do desemprego, e as dificuldades financeiras que atingem as famílias brasileiras, vários pais forçam seus filhos a deixarem a escola e a trabalharem cedo, em trabalhos que exigem grande esforço físico.
O Brasil tem atualmente 3,8 milhões de crianças entre 5 e 14 anos trabalhando, sendo que 2,7 milhões estão fora das salas de aula.
O trabalho infantil constitui num processo de repetição do ciclo da pobreza, pois a criança que trabalha prejudica seu desenvolvimento, não estuda, não se qualifica e se torna ainda mais pobre.
A exploração da mão de obra barata constitui um dos principais fomentadores do trabalho de crianças e adolescentes causada pelo modelo produtivo ultrapassado e explorador.
Estas crianças trabalham de sol a sol nas plantações de cizal, de mamão, nos cafezais, laranjas e canaviais, nas carvoeiras, madeireiras, pedreiras e olarias, na venda de balas, doces e flores nos sinais, bares e praias, outras envolvem-se no tráfego de drogas ou na prostituição infantil, sendo empurrados para um caminho à margem da sociedade.
A eliminação do trabalho infantil é condição fundamental para garantia dos direitos das crianças.
O trabalho infantil prejudica o desenvolvimento da criança quando não a mutila ou a leva a morte. O mais grave é que a criança, para trabalhar, deixa de frequentar a escola, de ter sucesso no seu aprendizado, perdendo as chances de concorrer a uma melhor colocação no mercado de trabalho quando adulta.
O trabalho infantil não é uma solução. É um problema que tende a se agravar quando a criança se torna jovem e adulta, pois, quando sobrevive à deterioração física do trabalho precoce, torna - se um trabalhador desqualificado, engrossando o exército dos desempregados, dos subempregados ou, quem sabe, da população carcerária.
O trabalho infantil é um problema que se assemelha a uma bomba de efeito retardado. Melhor para a criança, é estar na escola garantindo seu acesso ao saber e à cultura.
Há uma campanha Mundial contra o trabalho infantil. É a chamada Marcha Global contra o Trabalho Infantil que tem o apoio de 99 países e 5.000 entidades de todos os continentes. Ali fazem debates, atos públicos para sensibilizar empresários, autoridades e a sociedade.

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